A senadora Tereza Cristina (PL-MS) tratou com ironia as especulações de que sua breve aceitação em compor a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) poderia prejudicar suas ambições de comandar o Senado a partir de fevereiro de 2027. A parlamentar é apontada como uma das favoritas na disputa pela presidência da Casa.
Nos últimos dias, Flávio Bolsonaro e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, pressionaram publicamente a senadora para que aceitasse ser vice na eventual candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Tereza chegou a sinalizar positivamente, mas recuou diante da decisão do partido de se manter neutro na corrida presidencial.
Nos bastidores, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que a postura da senadora pode afastá-la de qualquer apoio do governo na eleição para a presidência do Senado. No entanto, Tereza minimiza a possível resistência da base governista, argumentando que a composição do Senado a partir do próximo ano não será majoritariamente de esquerda.
“E qual vai ser a composição do Senado a partir do ano que vem? De esquerda? Não, né”, disparou a senadora, em tom de desafio, ao ser questionada sobre o assunto. A declaração foi dada a interlocutores políticos nesta semana.
A senadora, que já foi ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, é vista como uma figura de diálogo com o centrão e com setores do agronegócio. Sua eventual candidatura à presidência do Senado deve ser oficializada nos próximos meses, e ela conta com o apoio de parte significativa da bancada do PL e de outros partidos de centro-direita.
Fonte: Veja





























