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RUPTURA CONSTITUCIONAL

STF já não julga com base na Constituição

Especialista denuncia que ministros substituíram a Carta Magna por decisões subjetivas e interesses próprios
André Marsiglia, Advogado, professor especialista em direito digital e liberdade de expressão. Foto: Reprodução/YouTube Jovem Pan News

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Especialista denuncia: STF rompe com a Constituição e julga conforme “vontade dos ministros”

O advogado e professor André Marsiglia, uma das maiores referências no país em liberdade de expressão e direito constitucional, fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que a Corte já não atua mais como tribunal constitucional, mas sim como espaço de decisões subjetivas, políticas e autoritárias, totalmente à margem da Carta Magna.

Em vídeo que circula nas redes sociais, Marsiglia afirma:

“Não existe mais tribunal constitucional no Brasil. Passou a ser aquilo que os ministros querem. Se eu quero, é constitucional. Se eu não quero, é inconstitucional.”

Para o jurista, os ministros relativizaram até mesmo direitos explícitos da Constituição Federal, como o artigo 53, que garante a inviolabilidade de palavras, votos e opiniões dos parlamentares. “Eles conseguiram relativizar o termo ‘quaisquer’ e o termo ‘invioláveis’”, enfatizou.

📚 Uma Corte acima da Constituição?

Marsiglia denuncia que todo o aparato de investigações e decisões recentes do STF — inclusive os inquéritos do “golpe” e das fake news — estão amparados apenas no regimento interno da Corte, e não na Constituição.

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“O regimento interno do STF vale mais do que a Constituição. Nada, absolutamente nada que está escrito na Constituição ancora os últimos seis anos de atuação do Supremo.”

O professor também critica o uso da expressão “manobra” quando se trata da aplicação do artigo 53, que diz, textualmente, que o Congresso pode sustar processos penais contra seus membros. “O próprio texto constitucional está sendo tratado como artifício ilegal”, disse.

📌 Juristas alertam: ruptura institucional em curso

Outros constitucionalistas também têm alertado para o desvio de função do STF e a substituição da interpretação legal pela vontade individual dos ministros:

  • Ives Gandra Martins, jurista e professor:

“Ministros passaram a legislar, investigar, julgar e punir. Isso é inadmissível em uma democracia.”

  • Modesto Carvalhosa, professor da USP:

“A Constituição foi sequestrada. O STF tornou-se um poder absoluto, acima dos demais.”

  • Janaína Paschoal, deputada estadual e jurista:

“Não se pode permitir que um juiz, sozinho, decida o que pode ou não ser dito por um cidadão.”

Essas análises convergem com a visão de Marsiglia e reforçam a percepção de que o STF, em sua atual composição, perdeu seu papel moderador e passou a atuar como parte ativa e política no jogo institucional brasileiro.

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🛡️ O STF abandonou sua função?

O cenário descrito por Marsiglia revela uma institucionalização da arbitrariedade, onde o texto da Constituição é ignorado em nome de interpretações convenientes ao momento político.

Essa ruptura não é meramente jurídica — é moral, democrática e institucional. Um país que se pretende livre e plural não pode aceitar que o tribunal máximo da justiça atue segundo desejos individuais, ignorando o texto constitucional que deveria defender.

📢 É tempo de reconstruir o respeito à Constituição e de exigir que os guardiões da lei voltem a obedecer a própria lei.

Continue acompanhando o Portal Acre Conservador para análises, entrevistas e cobertura completa da crise institucional no país.

 

Reportagem | Portal Acre Conservador

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