O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou, na tarde desta sexta-feira (31/7), a instauração de um segundo inquérito para investigar possíveis atos de tráfico de influência atribuídos a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada no âmbito das apurações conduzidas pela Polícia Federal (PF) que envolvem Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmadas pelo Metrópoles, o novo procedimento investigatório tem como foco indícios de uma relação suspeita entre Lulinha e o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3STRUCTURE IT, especializada em tecnologia. A companhia teria tentado fechar contratos com a Dataprev, estatal de processamento de dados do governo federal, e com outros órgãos públicos.
Os investigadores suspeitam que, em troca de possíveis facilidades em negociações com a gestão federal, Lulinha tenha recebido pelo menos uma viagem custeada pela empresa. A PF ainda solicitou a abertura de um terceiro inquérito para aprofundar as apurações sobre o envolvimento do filho do presidente, mas esse pedido ainda aguarda distribuição no STF.
O caso envolvendo Lulinha está sob a relatoria de André Mendonça, que foi sorteado para conduzir as investigações. A reportagem do Metrópoles procurou a defesa de Lulinha para comentar o assunto, mas não obteve resposta até o momento. Este texto está em constante atualização.
Fonte: Metrópoles



























