Representantes da indústria madeireira do Acre declararam apoio à reeleição da governadora Mailza nesta sexta-feira, 28, durante encontro na sede da Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa), em Rio Branco. A reunião também colocou na mesa uma pauta de medidas para reduzir entraves ambientais e dar mais segurança à atividade produtiva no estado.
Entre as demandas apresentadas estão a agilização de processos relacionados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), mudanças na legislação de reposição florestal e a integração dos sistemas estaduais com os órgãos federais responsáveis pelo licenciamento.
Mailza afirmou que o governo pretende construir as soluções ouvindo diretamente os setores envolvidos e defendeu a exploração sustentável dos recursos naturais como caminho para ampliar emprego e renda no Acre. “É possível extrair a riqueza da floresta com responsabilidade, garantindo dignidade para a população e infraestrutura de qualidade. O Acre e a Região Norte têm autonomia e competência para tomar as decisões que nos favorecem. Quem nos diz o que e como fazer são as pessoas que vivem e produzem no Acre”, afirmou.
Representando o setor madeireiro, Thyago Barlatt disse que a categoria espera avanços principalmente na área ambiental. Segundo ele, a atividade enfrenta situações em que a concessão de licenças não resulta em segurança para o produtor porque outros processos permanecem pendentes. “Precisamos do apoio direto da governadora Mailza, principalmente na resolução dos gargalos ambientais e na destravação de processos no CAR, pois de nada adianta a emissão de uma licença se o cadastro continuar travado por entraves burocráticos”, afirmou.
Barlatt também defendeu a revisão da lei de reposição florestal, com a possibilidade de pagamento pecuniário, e a integração entre sistemas estaduais e federais, nos moldes adotados em outros estados da Amazônia. Ao final da manifestação, ele anunciou o posicionamento eleitoral do segmento. “Por esse apoio e compromisso com o desenvolvimento do nosso estado, precisamos lhe agradecer, Mailza. Por isso estamos aqui juntos e o nosso setor todo decidiu apoiar a sua chapa”, declarou.
Mailza disse que o encaminhamento será fazer um diagnóstico das dificuldades enfrentadas pelas empresas antes da adoção de novas medidas pelo governo. “O setor madeireiro tem um potencial enorme para alavancar a nossa economia e, para que isso aconteça, precisamos ouvir e entender as reais demandas da categoria. O nosso objetivo é garantir as condições para que os produtores gerem emprego, renda e movimentem o mercado”, afirmou.
O deputado estadual Nicolau Júnior, que participou da reunião, avaliou que o encontro abre uma nova etapa de diálogo entre o governo e o segmento. “Esta reunião marca um ponto de partida fundamental para reaproximar o setor produtivo do Governo do Estado. Sabemos que nem tudo se resolve do dia para a noite, mas a vontade política e a intenção de ajustar e melhorar o ambiente de negócios mudam completamente o cenário”, disse. Nicolau também declarou apoio à reeleição de Mailza e afirmou que o Estado deve atuar em parceria com a iniciativa privada. “Ela tem a visão correta de que o Estado precisa caminhar lado a lado com as empresas privadas e com quem gera empregos, como a indústria da madeira”, afirmou.
O senador Márcio Bittar também participou do encontro e associou o apoio à governadora à defesa de uma política de desenvolvimento para o Acre que amplie o aproveitamento econômico dos recursos naturais do estado. “O governo federal atual e sua agenda ambiental travam o nosso Estado, pressionam nossas reservas e inviabilizam o desenvolvimento do Acre. Por isso, faço um apelo para que nos unamos e apoiemos a governadora Mailza”, declarou.
Para Mailza, o desafio é compatibilizar preservação ambiental e desenvolvimento econômico, com regras que permitam produzir dentro da legalidade e reduzam a insegurança para quem investe no estado. “É plenamente possível extrair as nossas riquezas florestais de forma inteligente e sustentável, protegendo o meio ambiente sem recorrer à destruição. Vamos fazer esse diagnóstico ouvindo quem vivencia o setor na prática e, a partir daí, implementar as soluções que o Acre precisa”, concluiu.
Fonte: Postagem Manual
























