O prefeito de Santa Rosa do Purus, Tamir Sá (MDB), expressou forte indignação contra a gestão estadual após a morte de Davi de Lima, um diarista de 34 anos, que ficou mais de doze horas aguardando uma aeronave para ser levado a Rio Branco.
A vítima sofreu uma facada no abdômen na noite de segunda-feira (7). Após ser atendida na Unidade Mista de Saúde local, seu estado clínico se deteriorou, exigindo intubação. Foi solicitada uma transferência aérea, mas, conforme o prefeito, o avião não desembarcou no município em tempo hábil.
Tamir Sá descreveu a ocorrência como o episódio mais doloroso de sua trajetória pública. Ele afirmou que o paciente acabou morrendo sem socorro adequado, deixando crianças órfãs e uma família desamparada. O prefeito também mencionou que havia aeronaves disponíveis, mas não foram utilizadas para o resgate.
Davi faleceu por volta das 12h30 de terça-feira (8), enquanto ainda aguardava a chegada do transporte que o levaria a um centro médico de maior complexidade na capital.
O gestor municipal salientou que a tragédia revela a fragilidade do suporte oferecido pelo estado a essa localidade. Santa Rosa do Purus não dispõe de ligação rodoviária com as demais cidades, o que torna o uso de aviões imprescindível para o deslocamento urgente de enfermos.
O prefeito acrescentou que, sem uma resposta rápida, os pacientes graves ficam desassistidos, sem acesso a cuidados especializados, o que coloca vidas em risco.
O caso reabre o debate sobre a infraestrutura sanitária e o serviço de transporte aeromédico para as regiões mais isoladas do Acre. Até a publicação desta reportagem, o governo do estado não havia se pronunciado oficialmente sobre os motivos do atraso nem sobre as medidas que serão adotadas para apurar o ocorrido.
Fonte: ContilNet Notícias



























