O Partido Progressista (PP) deve se manter neutro na corrida presidencial de 2026 após rejeitar a oferta de aliança feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A reunião entre o pré-candidato à Presidência e o presidente da legenda, Ciro Nogueira (PP-PI), agendada para esta quarta-feira (22), não deverá resultar em um acordo eleitoral entre as duas siglas.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, mais de 90% dos diretórios estaduais do PP já se posicionaram a favor da neutralidade. Embora a decisão formal caiba a Ciro Nogueira, a expectativa é de que ele siga a orientação majoritária e recuse a proposta apresentada por Flávio.
A reaproximação entre os dois políticos ocorreu após um telefonema de Flávio para Ciro, no qual o senador solicitou um encontro presencial para discutir uma possível composição. Para o PL, a reunião representava a última tentativa de atrair o PP, incluindo a disposição de fazer concessões para viabilizar o acordo.
Apesar disso, dirigentes do PP afirmam que a estratégia da federação PP-União para 2026 está focada em fortalecer sua bancada na Câmara dos Deputados. A meta é eleger 120 deputados federais, ampliando o peso político da legenda e garantindo uma fatia maior do fundo eleitoral.
Esse planejamento é apontado internamente como o principal motivo para a resistência em apoiar um candidato ao Palácio do Planalto. A avaliação é de que a neutralidade oferece melhores condições para a disputa proporcional nos estados, sem comprometer a legenda com uma candidatura presidencial.
Nos bastidores, interlocutores do PP também afirmam que eventuais desgastes pessoais entre Flávio e Ciro ficaram no passado. Segundo eles, o telefonema do senador e a disposição do presidente do partido em recebê-lo demonstram que o episódio foi superado e que o diálogo político foi restabelecido.
Mesmo com esse ambiente mais favorável à conversa, integrantes da legenda avaliam que o encontro terá caráter institucional e dificilmente alterará a posição construída pela maioria da direção nacional e dos diretórios estaduais em defesa da neutralidade.
Fonte: Jovem Pan



























