A conquista do bicampeonato mundial pela Espanha em 2026 não se deve apenas ao gol de Ferran Torres na final contra a Argentina. Uma série de atletas se destacou ao longo do torneio, formando um time coeso que superou desafios e encantou com seu estilo de jogo coletivo. Entre eles, cinco nomes brilharam de forma especial: Mikel Oyarzabal, Rodri, Dani Olmo, Pau Cubarsí e Mikel Merino.
O atacante Mikel Oyarzabal, apelidado de ‘artilheiro invisível’, começou a campanha sob críticas após o empate sem gols contra Cabo Verde, quando mal tocou na bola nos primeiros 30 minutos. Contudo, ele se recuperou de forma espetacular: na vitória por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita, marcou dois gols e deu uma assistência antes dos 23 minutos do primeiro tempo. Repetiu a dose com dois gols contra a Áustria (3 a 0) nas oitavas de final e abriu o placar na semifinal contra a França (2 a 0) com um pênalti. Sua movimentação sem a bola foi crucial no segundo gol da partida, ao atrair um marcador para a lateral e liberar espaço para Pedro Porro invadir a área e marcar. Na final, embora não tenha balançado as redes, desgastou a defesa argentina, permitindo que Ferran Torres entrasse e fizesse o gol da vitória na prorrogação. Oyarzabal encerrou o torneio como artilheiro da Espanha, com cinco gols.
Rodri, o meio-campista vencedor da Bola de Ouro, atuou como uma espécie de ‘capitão-general’ em campo, equilibrando as transições entre defesa e ataque. Completando 30 anos durante a competição, ele também enfrentou críticas iniciais por suposta falta de velocidade, mas sua importância na saída de bola era evidente. Nos jogos mais abertos, como a semifinal contra a França, Rodri brilhou: percorreu 12,63 km, a maior distância do jogo, e forçou 19 perdas de bola dos adversários, neutralizando estrelas como Mbappé e Dembélé. Ele foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2026, provando que sua melhor forma está de volta.
Dani Olmo, meia-atacante do Barcelona, começou a Copa do Mundo no banco em duas das três partidas da fase de grupos, mas rapidamente se firmou como titular graças à sua excelente condição física. Com habilidade para acelerar as jogadas, mudar o ritmo das partidas e encontrar companheiros livres, Olmo foi um pilar do ataque espanhol. Sua qualidade foi essencial no segundo gol contra a França, quando beneficiou Pedro Porro com um passe preciso. Aos 28 anos, mostrou ser o jogador mais em forma da equipe desde o início do torneio.
Pau Cubarsí, zagueiro de apenas 19 anos, disputou seu primeiro grande torneio internacional e atuou em todos os oito jogos completos da Espanha. Formando dupla com o veterano Aymeric Laporte, foi impecável tanto na defesa quanto na saída de bola, contribuindo para uma defesa que sofreu apenas um gol em toda a competição. Esse gol único aconteceu nas quartas de final contra a Bélgica, quando um atacante belga levou a melhor sobre Cubarsí. O jovem se redimiu rapidamente: cobrou uma falta na entrada da área, e o rebote foi aproveitado por Mikel Merino para garantir a vitória por 2 a 1. Após a final, Cubarsí foi eleito o melhor jovem da Copa do Mundo de 2026.
Mikel Merino, por sua vez, se tornou o ‘rei dos momentos decisivos’. Chegou ao torneio com apenas meia hora de jogo nos quatro meses anteriores, após uma cirurgia no pé, mas o técnico Luis de la Fuente confiou plenamente em sua versatilidade. Merino entrou nos minutos finais e marcou gols em duas partidas consecutivas: contra Portugal (1 a 0) nas oitavas de final e contra a Bélgica (2 a 1) nas quartas. ‘É surreal que isso tenha acontecido comigo em dois jogos seguidos’, declarou. Na final, ele quase repetiu o feito ao cabecear uma bola que passou a centímetros do gol, apenas três minutos antes de Ferran Torres marcar o gol do título. Sua capacidade de ser decisivo mesmo sem estar 100% fisicamente impressionou a todos.
Juntos, esses cinco jogadores simbolizam a força coletiva da Espanha, que, ao longo de quase 40 dias de competição na América do Norte, superou adversidades e conquistou o bicampeonato mundial com um estilo de jogo que valoriza o trabalho em equipe e a inteligência tática.
Fonte: Jovem Pan






























