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BICAMPEÃEspanha vence Argentina na prorrogação e conquista o bicampeonato mundial

Gol de Ferrán Torres no segundo tempo da prorrogação garante o título à Fúria, que repete o feito de 2010.

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A seleção da Espanha voltou a erguer a taça de campeã mundial após 16 anos. Neste domingo, 19 de julho de 2026, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0 na grande final da Copa do Mundo, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol decisivo foi marcado por Ferrán Torres no início do segundo tempo da prorrogação, em uma partida dominada pelos europeus.

O triunfo espanhol guardou semelhanças com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Naquela ocasião, Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação. Desta vez, foi outro atleta do mesmo clube, Ferrán Torres, quem apareceu no momento crucial para balançar as redes e garantir o bicampeonato.

A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se tornar bicampeã consecutiva, feito alcançado apenas por Itália e Brasil. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o sucesso.

O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e chutou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas o goleiro Dibu Martínez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.

A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e chutou rasteiro, parando em Dibu Martínez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.

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Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21 minutos, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martínez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e também parou em defesa.

O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52 minutos, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.

No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martínez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.

O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para Dibu Martínez. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.

A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.

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Para Lionel Messi, que pode ter disputado sua última Copa do Mundo, o torneio terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. Messi encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.

Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.

Ficha técnica: Placar: Espanha 1 x 0 Argentina. Competição: Copa do Mundo — final. Data: 19 de julho de 2026, domingo. Horário: 16h (de Brasília). Local: MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos. Público: 80.663 torcedores. Gol: Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação. Cartões amarelos: Argentina: Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister. Cartão vermelho: Argentina: Enzo Fernández. Árbitro: Slavko Vincic (ESL). Assistentes: Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL). VAR: Bastian Dankert (ALE).

Escalação da Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). Técnico: Luis de la Fuente.

Escalação da Argentina: Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi). Técnico: Lionel Scaloni.

Fonte: Agência Esporte

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