Nos últimos dois anos, o Acre avançou significativamente na realização de cirurgias de hérnia, totalizando 3.632 procedimentos. Os dados são da Sociedade Brasileira de Hérnia e Parede Abdominal (SBH), que destaca o impacto de ações como mutirões de saúde e programas estaduais no fortalecimento da rede pública.
Segundo o levantamento, em 2023 foram realizadas 1.981 cirurgias e, em 2024, outras 1.651. A maior parte dos procedimentos — 3.187 — foi eletiva, enquanto 445 (12,2%) foram realizados em caráter de urgência. A hérnia inguinal, que atinge a região da virilha, lidera entre os tipos mais recorrentes, somando 1.640 cirurgias.
As cirurgias de hérnia são essenciais para restaurar a saúde e a qualidade de vida dos pacientes. A condição ocorre quando um órgão ou tecido se desloca de sua posição habitual, podendo atingir regiões como a virilha (hérnia inguinal), o umbigo (umbilical), a parte superior do abdômen (epigástrica) e locais de cirurgias anteriores (incisional).

Para ter acesso ao procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os pacientes devem procurar uma Unidade Básica de Saúde, onde serão avaliados e encaminhados para hospitais especializados, como a Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre). A triagem dá prioridade a casos mais graves.
O resultado reflete também os esforços do governo estadual por meio do programa Opera Acre, que no primeiro semestre do ano passado já havia ultrapassado a marca de 7 mil cirurgias eletivas — um crescimento superior a 16% em relação ao mesmo período de 2022.
O uso estratégico de mutirões e a ampliação da capacidade hospitalar têm sido determinantes para a redução de filas e o aumento da resolutividade no setor cirúrgico acreano.
Fonte: Agência de Notícias do Acre




























