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MPAC reúne instituições para aprimorar atendimento às mulheres vítimas de violência

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 7ª Promotoria de Justiça Criminal, que atua junto à 2ª Vara de Proteção à Mulher da Comarca de Rio Branco, realizou, na manhã da última quinta-feira, 23, uma reunião da “Rede de Proteção às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica – em Ação”.

O encontro, conduzido pela promotora de Justiça Diana Soraia Tabalipa Pimentel, ocorreu no auditório do MPAC e contou com a participação de representantes de órgãos e instituições que integram a rede de atendimento.

Na ocasião, foram discutidos o funcionamento dos serviços e os atendimentos realizados. A Casa Rosa Mulher, representada por sua coordenadora, Danielle Santana, apresentou os serviços disponibilizados às mulheres em situação de violência, ressaltando o atendimento psicológico individualizado e em grupo, além do atendimento social e jurídico e da capacitação para o trabalho, com acompanhamento continuado das usuárias.

O atendimento psicológico individualizado é um dos resultados positivos do Procedimento Preparatório instaurado pelo MPAC, que possibilitou a realização de 10 atendimentos individualizados diários às mulheres, conduzidos por duas psicólogas, além da oferta de dois grupos específicos de apoio.

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Também foram discutidos os fluxos de atendimento entre os equipamentos da assistência social, com esclarecimentos sobre as atribuições do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), bem como a articulação com outros serviços da rede, como saúde, segurança pública e educação. A representante da Casa Rosa Mulher destacou, ainda, o avanço na articulação institucional, com maior integração entre os órgãos que compõem a rede de proteção à mulher.

No âmbito da educação, representantes apresentaram as atividades desenvolvidas e informaram que irão encaminhar relatório detalhado posteriormente.

Durante a reunião, também foi apontada a necessidade de aprimorar a integração entre os órgãos, especialmente quanto ao encaminhamento e acompanhamento das vítimas, a fim de evitar descontinuidade no atendimento e dificuldades de acesso aos serviços. A promotora de Justiça reforçou a importância da atuação articulada entre as instituições. “A Lei Maria da Penha determina o trabalho em rede para o real enfrentamento à violência contra as mulheres”, ressaltou.

Outro ponto abordado foi a importância do fortalecimento da atenção à saúde mental das mulheres atendidas. Ao tratar do tema, a promotora destacou a necessidade de ampliar o acesso ao atendimento psicológico e organizar melhor os fluxos entre os serviços. “A rede de saúde precisa fortalecer o atendimento aos homens com problemas mentais e uso abusivo de álcool e drogas como forma de prevenção à violência contra as mulheres”, frisou.

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A iniciativa busca qualificar a atuação integrada das instituições, com o objetivo de assegurar maior efetividade na proteção às mulheres em situação de violência doméstica.

Agência de Notícias do MPAC

Fotos: Clóvis Pereira

Fonte: Ministério Publico – AC

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