O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Saúde, participou, na manhã desta terça-feira, 9, na Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), de uma coletiva de imprensa para apresentação das medidas e dos resultados alcançados com o Projeto SUS – Tempo é Vida.
A iniciativa, que teve a adesão da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e da Fundhacre em maio deste ano, é destinada a reorganizar e agilizar o acesso da população à rede pública de saúde, com foco na redução de suspensões de cirurgias eletivas por causas evitáveis.
O encontro reuniu gestores, profissionais e equipes envolvidas na execução do projeto, que foi estruturado para fortalecer o processo regulatório da saúde, identificar causas de cancelamentos cirúrgicos e adotar medidas voltadas à melhoria do fluxo assistencial. O diagnóstico conduzido pelo MPAC possibilitou a correção de falhas e contribuiu para maior resolutividade, especialmente em procedimentos de maior complexidade.
O promotor de Justiça Ocimar Sales Júnior destacou os impactos das ações implementadas. “A partir do momento em que reduzimos as suspensões, também aumentamos o número de cirurgias, e isso ocorre porque o mapeamento inicial, que identificava mais de quarenta causas evitáveis, hoje se resume a situações técnicas excepcionais. O que antes gerava frustração para o paciente e sua família agora é enfrentado com protocolos aperfeiçoados, fichas formais de justificativa e ações que eliminam falhas como ausência de exames ou materiais no momento do procedimento”, disse.

Durante a apresentação, foram exibidas a nova pulseira de internação e o crachá com QR code, que dão acesso ao manual do paciente e a uma pesquisa de satisfação vinculada ao MPAC, ampliando a transparência e o acompanhamento do atendimento.
Na ocasião, também foram apresentados dados que evidenciam a evolução obtida: aumento da média mensal de cirurgias para mais de 500 procedimentos em 2025; projeção de alcançar 600 cirurgias mensais em 2026; reativação de procedimentos antes interrompidos, como artroplastias, reconstruções mamárias, cirurgias vasculares e transplante de tecido ósseo; além da redução de suspensões motivadas por falhas administrativas, ausência de exames ou indisponibilidade de materiais.
O secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, ressaltou o avanço do sistema cirúrgico ao longo do ano. “O Acre vive o melhor desempenho cirúrgico da última década, com quase setenta mil cirurgias realizadas desde 2019, resultado que demonstra ser possível reverter o cenário de estagnação observado no período pós-pandemia”, disse.
A presidente da Fundhacre, Soron Steiner, reforçou os resultados alcançados pela unidade após a adoção das medidas pactuadas. “Nossa taxa de suspensão de cirurgias hoje é inferior à de muitos hospitais públicos e universitários do país, resultado de ajustes que ampliaram a capacidade e a segurança dos procedimentos”, afirmou.
Fotos: Gabriel Vitorino
Fonte: Ministério Publico – AC































