A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, acusou o governo de Nicolás Maduro de fechar o espaço aéreo do país para impedir seu retorno após os terremotos que atingiram a Venezuela na semana passada. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (29), ela afirmou estar no Panamá, de onde tentava embarcar para Caracas.
“O regime fechou o espaço aéreo em nosso país para tentar me impedir de voltar à Venezuela para acompanhá-los nestas horas angustiantes”, declarou Machado. “O regime quer bloquear meu retorno, assim como o de vários patriotas que querem ajudar”, completou a política, que havia anunciado mais cedo que retornaria ao país por considerar seu dever estar ao lado do povo venezuelano.
Até o momento, as autoridades venezuelanas não se manifestaram oficialmente sobre as acusações. De acordo com a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), a Venezuela emitiu um Aviso aos Aeronavegantes (Notam) restringindo o uso de seu espaço aéreo. Entre esta segunda-feira e 7 de julho, operações internacionais de decolagem e pouso estão proibidas, e serão controladas por órgãos venezuelanos competentes.
Impedida de concorrer à Presidência em 2024 contra Nicolás Maduro, Machado passou meses escondida dentro da Venezuela devido à onda de repressão após as eleições. Ela deixou o país em dezembro do ano passado, após uma operação secreta coordenada pelos Estados Unidos, para receber o Prêmio Nobel da Paz em Oslo, na Noruega. Desde a captura do ex-presidente Juan Guaidó, ela deu várias declarações públicas sobre a possibilidade de retornar.
Na última quarta-feira (24), a Venezuela foi atingida por dois terremotos consecutivos, de magnitudes 7,2 e 7,5. Diversos edifícios, principalmente nos estados de La Guaira e na capital Caracas, foram danificados pelos tremores. Até o momento, mais de 1.700 mortes foram confirmadas, enquanto os feridos ultrapassam 5 mil. Estimativas oficiais apontam que mais de 16 mil pessoas seguem desaparecidas, mas organizações da sociedade civil indicam que o número pode superar 40 mil. As equipes de resgate continuam trabalhando no país caribenho.
Fonte: Metrópoles






























