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💵 REGIME FERRANDO O POVO

Lula vai cortar o abono salarial de milhões de trabalhadores

Com teto fixo de R$ 2.640, corte pode atingir 7,5 milhões de pessoas que vão ficar sem o abono salarial a partir do ano que vem.
Governo muda regras do Abono Salarial a partir de 2026; veja quem perde o benefício. Foto: Fernando Bizerra.

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O Regime de Lula da Silva aprovou mudanças que, a partir de 2026, restringirão o acesso ao abono salarial (PIS/Pasep) para muitos trabalhadores formais — especialmente aqueles com renda próxima ao limite atual. A medida faz parte de um pacote fiscal que visa reduzir despesas, mas terá impacto direto sobre milhões de pessoas.

📊 Quantas pessoas vão perder o direito: estimativa oficial

Com base na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025, o governo estima que 25,8 milhões de trabalhadores receberão abono salarial naquele ano.

Segundo o UOL, “3 de cada 10 pessoas com direito a abono” estão na faixa salarial de 1,5 a 2 salários mínimos, que será restrita.

Se forem cerca de 25 milhões de beneficiários (número citado para a LDO em 2025), isso equivale a aproximadamente 7,5 milhões de pessoas (30% de 25 milhões) que podem perder o direito com a mudança.

Em seu plano fiscal, a Ministério da Fazenda projeta que o novo critério de renda — fixado em R$ 2.640 — começará a excluir beneficiários a partir de 2026 e, ao longo da transição, cerca de 3 milhões de pessoas devem deixar de receber o abono até 2030, segundo seu próprio FAQ.

Esse dado revela um corte relevante: de quase 26 milhões de beneficiários, mais de 10% ( segundo o Regime de Lula da Silva), podem perder o direito até 2030 se o cenário se confirmar.

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🔧 O que muda nas regras em 2026

Até agora, para ter direito ao abono, o trabalhador precisa receber até 2 salários mínimos.

A partir de 2026, esse critério será alterado: a renda máxima permitida será fixada em R$ 2.640, sem acompanhar automaticamente os reajustes do salário mínimo.

A previsão é que esse teto seja corrigido anualmente pelo INPC, mas que seja reduzido gradualmente até 1,5 salário mínimo por volta de 2035.

O cálculo do valor do abono permanece inalterado: segue sendo proporcional aos meses trabalhados no ano-base, baseado no salário mínimo.

⚠️ Perfil dos afetados

Estudos apontam que o corte atingirá principalmente trabalhadores que recebem entre 1,5 e 2 salários mínimos — faixa que já representa uma parcela significativa dos beneficiários atuais.

De acordo com análises do mercado, esse grupo é justamente aquele que está sendo “alvo” do corte: muitos têm renda formal, mas perderão o direito por ultrapassarem o novo teto fixo.

💰 Economia para o governo, prejuízo para o trabalhador

Com a redução do número de beneficiários, o governo calcula uma economia acumulada de R$ 24,8 bilhões entre 2025 e 2030.

É uma estratégia clara de ajuste fiscal: cortar o abono para preservar outros gastos públicos, sem mexer diretamente nos salários ou reduzir benefícios para os altos escalões.

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📉 Impacto social imediato

Trabalhadores de baixa renda que hoje contam com esse complemento anual podem ter uma perda relevante em seu orçamento familiar.

Regiões mais vulneráveis economicamente — onde o emprego formal é comum, mas os salários giram perto do limite antigo — podem ser especialmente afetadas.

A medida também tende a aumentar a desigualdade entre beneficiários: os que continuarem dentro das novas regras manterão o abono, enquanto outros que dependem dele para completar a renda mensal serão excluídos.

A justificativa do governo

Segundo a Fazenda, a revisão é necessária porque o salário mínimo teve valorização real nos últimos anos, ampliando o número de elegíveis de forma além do previsto originalmente.

Para o governo, a mudança ajuda a “focalizar” os recursos nos trabalhadores mais pobres e a controlar os gastos do Estado sem sacrificar o valor paga a quem permanecer como beneficiário.

📍 O número estimado de 3 milhões de pessoas sendo excluídas até 2030 representa um corte substancial no abono salarial — sobretudo quando comparado ao universo de quase 26 milhões de beneficiários em 2025. Mesmo com a projeção otimista do governo, a mudança implica perdas reais para a população de baixa renda, reforçando um ajuste fiscal que recai sobre quem trabalha, não sobre o Esta

Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações da Danúzio News / Metrópoles / UOL Economia / CNN Brasil / UOL Notícias

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