O Regime de Lula da Silva aprovou mudanças que, a partir de 2026, restringirão o acesso ao abono salarial (PIS/Pasep) para muitos trabalhadores formais — especialmente aqueles com renda próxima ao limite atual. A medida faz parte de um pacote fiscal que visa reduzir despesas, mas terá impacto direto sobre milhões de pessoas.
📊 Quantas pessoas vão perder o direito: estimativa oficial
Com base na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025, o governo estima que 25,8 milhões de trabalhadores receberão abono salarial naquele ano.
Segundo o UOL, “3 de cada 10 pessoas com direito a abono” estão na faixa salarial de 1,5 a 2 salários mínimos, que será restrita.
Se forem cerca de 25 milhões de beneficiários (número citado para a LDO em 2025), isso equivale a aproximadamente 7,5 milhões de pessoas (30% de 25 milhões) que podem perder o direito com a mudança.
Em seu plano fiscal, a Ministério da Fazenda projeta que o novo critério de renda — fixado em R$ 2.640 — começará a excluir beneficiários a partir de 2026 e, ao longo da transição, cerca de 3 milhões de pessoas devem deixar de receber o abono até 2030, segundo seu próprio FAQ.
Esse dado revela um corte relevante: de quase 26 milhões de beneficiários, mais de 10% ( segundo o Regime de Lula da Silva), podem perder o direito até 2030 se o cenário se confirmar.
🔧 O que muda nas regras em 2026
Até agora, para ter direito ao abono, o trabalhador precisa receber até 2 salários mínimos.
A partir de 2026, esse critério será alterado: a renda máxima permitida será fixada em R$ 2.640, sem acompanhar automaticamente os reajustes do salário mínimo.
A previsão é que esse teto seja corrigido anualmente pelo INPC, mas que seja reduzido gradualmente até 1,5 salário mínimo por volta de 2035.
O cálculo do valor do abono permanece inalterado: segue sendo proporcional aos meses trabalhados no ano-base, baseado no salário mínimo.
⚠️ Perfil dos afetados
Estudos apontam que o corte atingirá principalmente trabalhadores que recebem entre 1,5 e 2 salários mínimos — faixa que já representa uma parcela significativa dos beneficiários atuais.
De acordo com análises do mercado, esse grupo é justamente aquele que está sendo “alvo” do corte: muitos têm renda formal, mas perderão o direito por ultrapassarem o novo teto fixo.
💰 Economia para o governo, prejuízo para o trabalhador
Com a redução do número de beneficiários, o governo calcula uma economia acumulada de R$ 24,8 bilhões entre 2025 e 2030.
É uma estratégia clara de ajuste fiscal: cortar o abono para preservar outros gastos públicos, sem mexer diretamente nos salários ou reduzir benefícios para os altos escalões.
📉 Impacto social imediato
Trabalhadores de baixa renda que hoje contam com esse complemento anual podem ter uma perda relevante em seu orçamento familiar.
Regiões mais vulneráveis economicamente — onde o emprego formal é comum, mas os salários giram perto do limite antigo — podem ser especialmente afetadas.
A medida também tende a aumentar a desigualdade entre beneficiários: os que continuarem dentro das novas regras manterão o abono, enquanto outros que dependem dele para completar a renda mensal serão excluídos.
✅ A justificativa do governo
Segundo a Fazenda, a revisão é necessária porque o salário mínimo teve valorização real nos últimos anos, ampliando o número de elegíveis de forma além do previsto originalmente.
Para o governo, a mudança ajuda a “focalizar” os recursos nos trabalhadores mais pobres e a controlar os gastos do Estado sem sacrificar o valor paga a quem permanecer como beneficiário.
📍 O número estimado de 3 milhões de pessoas sendo excluídas até 2030 representa um corte substancial no abono salarial — sobretudo quando comparado ao universo de quase 26 milhões de beneficiários em 2025. Mesmo com a projeção otimista do governo, a mudança implica perdas reais para a população de baixa renda, reforçando um ajuste fiscal que recai sobre quem trabalha, não sobre o Esta
Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações da Danúzio News / Metrópoles / UOL Economia / CNN Brasil / UOL Notícias






























