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EDUCAÇÃOZema propõe cobrança de 1% no salário de formados em universidades federais

Pré-candidato à presidência defende que ex-alunos contribuam com 1% da renda para financiar universidades públicas.

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O pré-candidato à presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, propôs a criação de uma cobrança equivalente a 1% do salário de profissionais formados em instituições de ensino superior públicas. A declaração foi feita durante entrevista exclusiva concedida ao Grupo ND nesta semana.

O objetivo da medida, segundo Zema, é criar um fundo de financiamento próprio para as unidades de ensino. Com a mudança, as instituições diminuiriam a dependência de repasses do governo federal e permitiriam o redirecionamento de mais recursos para a educação básica.

Durante a entrevista, o ex-governador de Minas Gerais detalhou sua visão sobre a estrutura do sistema educacional brasileiro. Para o político, o modelo de financiamento atual concentra um excesso de recursos no ensino superior estatal.

Na avaliação de Zema, as vagas gratuitas nas faculdades federais e estaduais acabam sendo ocupadas majoritariamente por estudantes de classes média e alta. O investimento robusto no setor ocorreria, portanto, em detrimento do ensino fundamental, que atende as parcelas mais vulneráveis.

Para mudar o cenário, a proposta para a universidade pública envolve uma contrapartida financeira direta dos estudantes após a conclusão do curso. A ideia é que o egresso devolva uma pequena parcela de sua renda aos cofres da instituição.

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“Sou favorável que aquele que forme, faça o curso superior numa universidade pública, tenha, depois de formado, [que] contribuir com 1% do salário”, afirmou Zema em entrevista ao ND.

O governador argumentou que práticas de contribuição semelhantes já ocorrem e funcionam bem em outros países. Com a arrecadação mensal e constante baseada na renda dos ex-alunos, cada universidade pública poderia formar um fundo de reserva robusto. Essa independência garantiria maior previsibilidade de caixa.

O pré-candidato sustenta ainda que a medida traria benefícios secundários fundamentais para a qualidade do ensino. Uma das principais vantagens seria a maior conexão acadêmica com a realidade econômica do país.

Segundo o governador, o limite percentual estabelecido para a cobrança faria com que a instituição ficasse “mais atenta a fornecer cursos que estão mais sintonizados com o mercado”.

Além da questão estrutural envolvendo o ensino superior, Zema teceu fortes críticas à qualidade da educação básica no país. O cenário atual nos primeiros anos de formação foi classificado por ele como uma “catástrofe”.

O governador criticou abertamente o que chamou de “pasteurização” do ensino no Brasil. O termo foi utilizado para descrever a falta de diferenciação e o nivelamento por baixo verificado nas escolas da rede pública de vários estados.

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Em Minas Gerais, a atual gestão estadual tentou implementar modelos alternativos, como o formato das escolas charter, ainda em pequena escala. Nesses formatos, a administração da unidade educacional é privada, mas o funcionamento é mantido com recursos do Estado.

A expansão dessas iniciativas, no entanto, esbarrou em forte oposição de categorias de classe. “Os sindicatos são totalmente contrários a qualquer tentativa de diferenciação. Eles querem manter essa pasteurização”, declarou o mandatário estadual.

Fonte: ND+

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