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CIENTÍFICO OU CANALHICE?

Pesquisa é contestada por supostos vieses e indução de respostas

Levantamento do instituto AtlasIntel/Bloomberg é questionado por usar áudio e perguntas indutoras, mas especialistas defendem a metodologia.

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A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, que trouxe à tona números sobre a corrida eleitoral, tornou-se alvo de polêmica devido à sua metodologia considerada experimental. Críticos apontam que o levantamento incluiu elementos audiovisuais e uma sequência de perguntas que poderiam induzir os entrevistados a determinadas respostas, gerando um debate sobre a integridade científica do estudo.

As principais contestações, movidas pelo Partido Liberal (PL), incluem alegações de induzimento e falta de neutralidade. Segundo a legenda, 8 das 48 perguntas tratam diretamente do suposto envolvimento do senador Flávio Bolsonaro com o Banco Master de forma clara e indutora. Além disso, a ordem das perguntas teria sido arquitetada para criar uma narrativa acusatória, utilizando efeitos de priming, framing e ancoragem, que influenciariam a percepção do eleitor antes das questões sobre intenção de voto.

Outro ponto controverso foi a inclusão de um áudio vazado de Flávio Bolsonaro cobrando dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro. Para o PL, o material teria sido usado para criar propaganda negativa disfarçada de pesquisa. A defesa do senador também questionou a autenticidade do áudio e a falta de comprovação da cadeia de custódia.

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Em contrapartida, especialistas em metodologia de pesquisa defendem a legitimidade do método. Leonardo Barreto, da Think Policy, afirma que o uso de experimentos com áudios é uma prática clássica, e que, se apresentado ao final do questionário, não contamina as respostas anteriores.

A AtlasIntel é reconhecida internacionalmente por sua precisão, sendo classificada por agregadores como FiveThirtyEight como um dos institutos mais confiáveis em eleições nos EUA e no Brasil. O CEO da empresa, Andrei Roman, garante que o áudio foi reproduzido apenas após a conclusão do questionário principal, blindando as intenções de voto.

Apesar das críticas políticas, analistas veem a metodologia como uma evolução legítima, desde que os estímulos sejam aplicados no momento adequado. O debate entre ética e inovação metodológica segue aberto.

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