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ELE QUER ANULAR TUDOJaques Wagner recorre ao STF contra busca e apreensão em operação da PF

Defesa do senador pede anulação de decisão que autorizou ação policial investigando supostas vantagens do Banco Master.

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A assessoria jurídica do senador Jaques Wagner (PT-BA) protocolou nesta segunda-feira um pedido no Supremo Tribunal Federal para derrubar a medida que permitiu a busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na semana passada. O parlamentar, que lidera o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, foi alvo da operação que integra as apurações sobre o Banco Master.

Segundo a PF, Wagner seria o principal destinatário de benefícios econômicos fornecidos por pessoas ligadas à instituição financeira de Daniel Vorcaro. Os investigadores destacaram a proximidade entre o senador e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. A suspeita é de que o político tenha usado sua atuação no Congresso para favorecer o banco em temas como projetos de crédito consignado, limites do Fundo Garantidor de Crédito e a fiscalização da compra do Master pelo Banco Regional de Brasília.

A defesa do senador, assinada pelo advogado Pablo Domingues, sustenta que a decisão judicial contém erros graves e que Wagner nunca agiu para beneficiar o Banco Master no Legislativo. Como prova, cita uma emenda de sua autoria a uma medida provisória que, segundo o texto, propunha limitar juros e proteger consumidores, o que seria oposto aos interesses do banco. A nota também afirma que o senador se posicionou contra uma emenda apresentada por Ciro Nogueira, embora não mencione o nome do colega.

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Outro ponto contestado é a apreensão de valores em espécie. Na operação, a PF encontrou US$ 49 mil (cerca de R$ 253 mil) no quarto do hotel Brasília Palace, onde Wagner costuma se hospedar, além de 33,5 mil euros e US$ 6.175 em sua residência em Salvador. A defesa alega que parte do dinheiro veio de diárias pagas pelo Senado para viagens internacionais, declaradas publicamente, e outra parte foi obtida por meio de operações bancárias oficiais, com registro regular.

O advogado argumenta que não há nada a esconder e lembra que o Ministério Público Federal já havia considerado prematura a apreensão desses bens. O recurso pede a anulação da medida, classificada como desproporcional e baseada em suposições infundadas.

A investigação corre em sigilo e ainda não há previsão de julgamento do pedido pelo STF. Enquanto isso, Wagner segue no exercício do mandato e continua à frente da liderança do governo no Senado.

A operação da PF contra o senador gerou repercussão política, com aliados defendendo sua inocência e opositores pedindo esclarecimentos. O caso também reacendeu o debate sobre o uso de medidas cautelares contra parlamentares.

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Fonte: Diário do Brasil Notícias

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