🚨 Prisão em flagrante marca CPMI do INSS
Na madrugada desta terça-feira (23), o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, determinou a prisão em flagrante do economista e empresário Rubens Oliveira Costa, conhecido nos bastidores como o “homem da mala”. Ele é apontado como sócio de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e teria desempenhado papel direto na movimentação financeira de associações fraudulentas.
A decisão de Viana foi motivada por falso testemunho e ocultação de documentos durante o depoimento de Rubens à comissão.
“Diante das mentiras constatadas, das contradições flagrantes e da ocultação de documentos, está caracterizado o crime de falso testemunho”, afirmou o presidente da CPMI.
Rubens foi imediatamente conduzido à Delegacia da Polícia Judiciária da Câmara dos Deputados.
💰 Esquema bilionário que destruiu a confiança no INSS
Apontado como peça-chave da rede de corrupção, Rubens Oliveira estaria diretamente ligado ao esquema que aplicava descontos ilegais em mensalidades de associações sobre aposentados.
Segundo o Portal Metrópoles, só em 2023, a fraude teria movimentado R$ 2 bilhões em um ano, valor que levou à abertura de inquérito da Polícia Federal e à deflagração da Operação Sem Desconto, em abril de 2024.
As investigações já haviam provocado a queda do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), demonstrando o alcance político e administrativo do escândalo.
⚖️ Confronto direto na CPMI
Durante a sessão desta segunda-feira (22), o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apontou as contradições de Rubens. O empresário primeiro negou ser operador financeiro, mas acabou admitindo que orientou sucessores sobre esse tipo de operação.
Gaspar pediu a prisão preventiva ainda à tarde, mas a decisão só foi confirmada por Viana ao final da sessão, após novas tentativas de ocultação de documentos por parte de Rubens.
🔍 Avanço das investigações
A CPMI considera que a prisão representa um ponto decisivo nas apurações. O próximo passo será avançar sobre a participação de outros sócios e operadores ligados ao esquema, que lesou milhares de beneficiários e escancarou falhas estruturais no sistema de proteção social brasileiro.
Para especialistas, o episódio reforça a urgência de reformas administrativas e legais que blindem os aposentados de fraudes sistemáticas e exponha a responsabilidade política daqueles que fecharam os olhos para a corrupção no INSS.
Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações da Agência de Danúzio News / Metrópoles



























