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RENUNCIOU CARGO REMUNERADOCarlos Bolsonaro deixa direção do PL e abre mão de salário de R$ 38 mil para evitar problemas eleitorais

Pré-candidato ao Senado por SC renuncia ao cargo no partido, seguindo exemplo de Michelle Bolsonaro, para não dar margem a questionamentos da Justiça Eleitoral.

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O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), anunciou nesta quarta-feira (1º) que deixou o cargo de dirigente na direção nacional do partido. A função era ocupada desde que ele renunciou ao mandato de vereador no Rio de Janeiro, em dezembro de 2025. A decisão foi comunicada por meio de uma publicação em suas redes sociais.

Na mensagem, Carlos Bolsonaro mencionou que existem “diversos entendimentos” sobre a necessidade de candidatos se desligarem de cargos de direção partidária. Ele afirmou que optou por abrir mão da posição “para evitar problemas”, sem dar margem a interpretações divergentes por parte da Justiça Eleitoral.

“Seguimos fazendo o nosso trabalho com responsabilidade, jogando aberto, com transparência, sem artimanhas políticas e joguetes de interpretação para ludibriar inocentes”, escreveu o pré-candidato.

Nos comentários da postagem, alguns usuários associaram a declaração a uma possível crítica indireta à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ela foi protagonista de uma disputa com o presidenciável do partido, Flávio Bolsonaro, após divulgar um vídeo onde afirmava ter sido desrespeitada por ele em uma ligação telefônica.

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Quando assumiu o cargo no PL, foi informado que Carlos Bolsonaro receberia um salário de R$ 38 mil. Agora, ele renuncia também a essa remuneração.

A atitude de Carlos repete a da madrasta Michelle Bolsonaro. Após a divulgação do vídeo e o início da briga com Flávio, Michelle anunciou, nesta semana, sua saída da direção do PL Mulher, divisão do partido focada na participação feminina na política, que ela liderava desde 2023.

Na prática, a ex-primeira-dama também abriu mão do cargo, mas justificou que precisava se dedicar aos cuidados com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Michelle também é pré-candidata ao Senado nas Eleições 2026, mas pelo Distrito Federal.

A decisão de Carlos ocorre no prazo final para a descompatibilização de vínculos de dirigentes partidários que pretendem concorrer a cargos eletivos. A medida visa evitar questionamentos legais sobre a regularidade de sua candidatura.

Com a saída de Carlos e Michelle, o PL busca reorganizar suas lideranças internas antes das eleições. O partido enfrenta tensões internas, especialmente entre os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Carlos Bolsonaro é pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, compondo chapa liderada pelo governador Jorginho Mello (PL). Sua candidatura ainda precisa ser oficializada e registrada na Justiça Eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece regras claras sobre a desincompatibilização de candidatos que ocupam cargos em direções partidárias. O objetivo é garantir a isonomia entre os concorrentes.

Especialistas em direito eleitoral explicam que a renúncia de Carlos Bolsonaro ao cargo de dirigente partidário é uma medida cautelar para evitar eventuais impugnações de sua candidatura. A decisão demonstra preocupação com a lisura do processo.

Fonte: NSC Total

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