Quem sonhava em ter uma garagem com os carros mais desejados dos anos 1990 precisa preparar o bolso. Levantamento feito em julho de 2026 mostra que os cinco modelos, agora clássicos, somam cerca de R$ 411,5 mil em anúncios de exemplares conservados.
O valor não é oficial e varia conforme originalidade, conservação e quilometragem. Foram evitados carros muito danificados ou exemplares raros com preços exorbitantes.
O Volkswagen Gol GTI é o mais caro do conjunto. Lançado em 1988, foi o primeiro carro nacional com injeção eletrônica e motor 2.0 de 120 cv. Acelera de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos. Hoje, um exemplar conservado sai por cerca de R$ 145 mil — há unidades de R$ 85 mil a quase R$ 400 mil.
O Chevrolet Omega CD representa o luxo da época. Com motor 3.0 de seis cilindros e 165 cv, tração traseira, ar-condicionado e painel digital, o sedã custa em média R$ 79 mil, variando de R$ 58 mil a R$ 119 mil.
O Fiat Tempra Turbo chegou em 1994 com motor 2.0 turbocompressor e 165 cv, além de bancos elétricos e rodas exclusivas. A versão de duas portas é a mais cobiçada. Os preços vão de R$ 46 mil a R$ 90 mil, com referência de R$ 70 mil para este levantamento.
O Chevrolet Kadett GSi, com motor 2.0 de 121 cv e painel digital futurista, aparece por valores entre R$ 30 mil e R$ 79 mil. A referência adotada foi R$ 55 mil. As versões conversíveis, que podem passar de R$ 100 mil, ficaram de fora.
O Ford Escort XR3 fecha a lista. Com motor 2.0 de 115 cv, fruto da parceria Ford-Volkswagen (Autolatina), e freios a disco nas quatro rodas, um exemplar de 1994 foi encontrado por R$ 62,5 mil. Unidades 1.8 muito preservadas podem superar R$ 80 mil.
No total, os cinco carros somam R$ 411,5 mil. Mas o valor não cobre manutenções futuras. Carros com mais de 30 anos exigem cuidados com arrefecimento, injeção, chicotes elétricos, suspensão e peças raras.
A originalidade também influencia muito. Rodas, bancos, volante, emblemas e documentação aumentam o valor. Para quem cresceu vendo esses modelos nas ruas e revistas, o significado vai além do dinheiro.
Fonte: NSC Total



























