A moeda norte-americana encerrou o pregão em leve baixa, cotada a R$ 5,0226, reflexo da diminuição dos temores em relação ao conflito no Oriente Médio. O principal índice da Bolsa brasileira, por outro lado, registrou queda de 0,91%, atingindo 172.211 pontos, em um dia de oscilações nos mercados globais.
Os agentes financeiros monitoraram de perto a evolução das tensões regionais, após o colapso das conversas entre Irã e Estados Unidos. A interrupção foi motivada por novos ataques israelenses ao Líbano, conforme reportado pela agência iraniana Tasnim, o que inicialmente elevou a aversão ao risco.
Durante a manhã, o receio de interrupções no fornecimento de petróleo dominou as negociações, impulsionando as cotações da commodity. Contudo, ao longo da tarde, o cenário se inverteu após declarações do presidente americano, Donald Trump, que afirmou estar em vigor um cessar-fogo no Líbano. Ele mencionou contatos com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e representantes do Hezbollah para conter a escalada.
Com o alívio nas tensões, a alta do petróleo perdeu ímpeto, mas os contratos ainda fecharam em terreno positivo. O Brent, referência global, avançou 4,61%, negociado a US$ 95,32, enquanto o WTI, utilizado nos EUA, subiu 5,98%, para US$ 92,58.
No âmbito doméstico, a classificação das facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo americano gerou atenção. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que pretende se reunir ainda nesta semana com autoridades dos EUA para discutir o assunto, em entrevista à rádio CBN.
Outro fator de destaque foi a divulgação do Boletim Focus, que pela 12ª semana consecutiva elevou a projeção para a inflação de 2026, de 5,04% para 5,09%. A pressão vem principalmente da alta dos preços do petróleo, influenciada pelas incertezas geopolíticas.
Analistas apontam que o encarecimento da commodity pode impactar os combustíveis e, consequentemente, pressionar a inflação nos próximos meses. Apesar disso, as expectativas para os juros indicam redução gradual, e as projeções para o crescimento econômico tiveram leve melhora.
O crescimento do PIB para 2026 subiu de 1,89% para 1,90%, enquanto a previsão para o dólar no fim do próximo ano caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16. Adicionalmente, investidores acompanharam os índices PMI industrial e ISM manufatureiro dos EUA, que sinalizam o ritmo da atividade industrial.
Fonte: O Sul


























