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COLÔMBIADois membros de campanha de candidato de direita são assassinados

Dois integrantes da campanha de Abelardo de la Espriella, candidato de direita à Presidência da Colômbia, foram mortos a tiros em uma emboscada no departamento de Meta.

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Dois membros da campanha de Abelardo de la Espriella, o principal candidato de direita à Presidência da Colômbia, foram mortos a tiros na sexta-feira em uma área rural do país, informaram as autoridades.

Segundo um comunicado da equipe de De la Espriella, o coordenador local da campanha, Rogers Mauricio Devia, e seu assessor, Eder Fabián Cardona, foram emboscados na noite de ontem por quatro homens armados em motocicletas enquanto trafegavam pelo departamento de Meta, na região centro-leste da Colômbia, após coletarem material de campanha.

“Esses eventos são extremamente graves e preocupantes por si só, mas também porque ocorrem no contexto eleitoral, afetando gravemente o exercício dos direitos políticos e a participação democrática”, afirmou a Defensoria Pública no sábado.

A segurança é uma questão central na corrida para as eleições presidenciais de 31 de maio. O senador de esquerda e favorito nas pesquisas, Iván Cepeda — apoiado pelo presidente, Gustavo Petro —, e seus rivais de direita, De la Espriella e Paloma Valencia, relataram ter recebido ameaças de morte.

Os três estão em campanha sob forte esquema de segurança em meio a uma onda de ataques e assassinatos no país.

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Como um dos históricos redutos das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Meta mantém presença guerrilheira e é um dos corredores de tráfico de cocaína do país. A oposição afirma que as negociações de paz fracassadas do governo Petro com a maioria das organizações acabaram dando espaço para que esses grupos se fortalecessem.

“A Colômbia não pode continuar com um governo que se tornou cúmplice do narcoterrorismo e que implementou essa ‘paz total’ que tem sido excelente para os criminosos e muito custosa para os colombianos”, afirmou Valencia em abril, quando expôs o plano de assassinato contra ela após ser comunicada por autoridades.

A candidata a vice-presidente de Cepeda, Aida Quilcué, foi sequestrada por várias horas em fevereiro por um grupo de dissidentes rebeldes que se opunham ao acordo de paz de 2016 que desarmou a maior parte das FARC.

Na Colômbia, é comum que grupos armados, que se financiam por meio de atividades ilegais como o tráfico de drogas e a extorsão, exerçam pressão violenta para influenciar as eleições. As plantações de coca na Colômbia aumentaram 18% durante o governo de Petro, segundo dados da polícia divulgados no fim de abril. O último dado das Nações Unidas sobre a área plantada data de 2023, quando registrou um recorde de 253 mil hectares de folhas de coca, matéria-prima para a produção de cocaína. A Colômbia é o maior fornecedor mundial dessa droga.

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Há menos de um mês, Petro apresentou os números da polícia mostrando que, em meados de 2022, quando assumiu a Presidência, estavam registrados 218.246 hectares de plantações de coca, em comparação com 258.144 hectares no final de 2025.

Outro grupo guerrilheiro dissidente é suspeito de ter ordenado o assassinato de Miguel Uribe, que foi baleado durante um comício em Bogotá em junho do ano passado. O crime reacendeu o fantasma da violência política em um país onde vários candidatos à Presidência foram assassinados por traficantes de drogas entre as décadas de 1980 e 1990.

Fonte: O GLOBO

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