O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, declarou que encerrará todas as conversas entre o governo e organizações criminosas. A medida foi anunciada durante uma transmissão ao vivo em que apresentou as diretrizes de sua futura gestão.
Segundo Espriella, sua principal meta é garantir a proteção da população e desmantelar o que chamou de “sistema de impunidade” vigente no país. Ele afirmou que essa estrutura será abolida assim que assumir oficialmente o cargo.
O novo mandatário criticou duramente a administração de Gustavo Petro, argumentando que as tentativas de desarmar grupos armados por meio de negociações fracassaram. “Não haverá mais processos de falsa paz no meu governo”, declarou.
Espriella estabeleceu um prazo para que os grupos criminosos optem pela pacificação, deixando claro que não aceitará “concessões inaceitáveis”. Ele também anunciou o fim do cargo de comissário para a paz, símbolo da política de diálogo anterior.
Vale lembrar que o ex-presidente Gustavo Petro integrou o grupo guerrilheiro M-19, que firmou um acordo de paz em 1990. Sua trajetória foi tema de um documentário intitulado “A Face Oculta de Gustavo Petro”.
Espriella lidera o movimento Defensores da Pátria, que conquistou eleitores insatisfeitos tanto com o governo atual quanto com partidos tradicionais. Inspirado pelo presidente argentino Javier Milei, ele defende a redução do Estado, com cortes de impostos e gastos públicos.
Durante a campanha, Espriella afirmou que governará o país como se administrasse uma empresa, declarando que “a empresa mais importante do país, que é o Estado, seja gerida por pessoas que criaram riqueza”.
A segurança pública foi o principal tema de sua campanha. Ele promete endurecer o combate a grupos armados, narcotraficantes e organizações criminosas, substituindo a política de “paz total” de Petro por medidas mais rigorosas.
Entre as propostas está a construção de megaprisões de segurança máxima, semelhantes ao CECOT, em El Salvador, com capacidade para 40 mil detentos. O modelo salvadorenho, liderado por Nayib Bukele, transformou o país de um dos mais violentos do mundo em um dos mais seguros das Américas.
Fonte: Brasil Paralelo Notícias


























