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SAPUCAÍ VIRA PALANQUE

Desfile pró-Lula com verba pública gera revolta

Oposição já prepara pedidos de inelegibilidade no TSE. Bolsonaro ficou inelegível por bem menos que isso.
Desfile em homenagem ao chefe do Regime foi um escárnio com o povo brasileiro. A melhor alegoria seria um chupim bem grande. Foto: REUTERS/Tita Barros

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O Carnaval de 2026 ficará marcado não pela cultura, mas pela instrumentalização política escancarada na Marquês de Sapucaí. A escola Acadêmicos de Niterói levou para a avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, transformando o maior espetáculo da terra em um ato de campanha antecipada — e o pior: financiado, em parte, com o dinheiro dos impostos do cidadão brasileiro.

Enquanto o Brasil real enfrenta desafios econômicos, o governo federal destinou recursos vultosos para o Carnaval do Rio, e parte dessa verba irrigou uma agremiação cujo presidente de honra é vereador do PT. A promiscuidade entre o setor público e a exaltação da figura do mandatário atual gerou uma onda de indignação nas redes sociais, onde o termo “propaganda antecipada” dominou os debates.

O “dedo” de Janja na escolha do “Lula da Avenida”

Um dos pontos mais polêmicos surgiu nos bastidores. Em entrevista ao portal Metrópoles, o ator que representou Lula no desfile revelou um detalhe que destrói a narrativa de “homenagem espontânea” da escola. Segundo o artista, a escolha não partiu apenas da agremiação: foram Lula e a primeira-dama Janja que o escolheram e o convidaram pessoalmente para o papel.

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Essa revelação comprova a ingerência direta do Palácio do Planalto na concepção do desfile, reforçando a tese de que o evento foi planejado como uma peça publicitária eleitoral de luxo.

Dois pesos, duas medidas: o silêncio ensurdecedor do TSE

A contradição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o que mais revolta os defensores da justiça isonômica. Em 2022, o Tribunal tornou Jair Bolsonaro inelegível por utilizar o evento oficial do 7 de setembro para, supostamente, fazer campanha. Naquela ocasião, o TSE alegou “abuso de poder político e econômico”.

Agora, diante de um desfile de samba inteiro dedicado a exaltar Lula, com presença de ministros, da primeira-dama e uso de jingles políticos, a Corte — majoritariamente composta por ministros indicados pelo atual sistema — negou liminares para suspender o evento e mantém uma postura passiva.

Reação da oposição e inelegibilidade

Partidos como o Novo e parlamentares de oposição já anunciaram que ingressarão com pedidos formais de inelegibilidade de Lula. O argumento é sólido: uso de máquina pública, financiamento estatal para fins de autopromoção e quebra da paridade de armas para o pleito de 2026.

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Veículos da mídia tradicional, como a Revista Veja e o Poder360, já destacam as “suspeitas de propaganda antecipada” e a “instrumentalização da cultura”. No entanto, a análise política sugere que as chances de um TSE, hoje visto como alinhado ao governo, punir Lula com o mesmo rigor aplicado a Bolsonaro são remotas.

Redação | Portal Acre Conservador
Com informações do Metrópoles e Poder360

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