O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu equívocos ao mencionar a Força Aérea Brasileira (FAB) e o setor de drones no país, durante seu discurso na convenção do Partido dos Trabalhadores, realizada no último domingo, em São Paulo. A conclusão é de uma auditoria factual feita pela Folha de S.Paulo, divulgada na quarta-feira.
De acordo com o levantamento, Lula afirmou que o Brasil não teria capacidade de produzir drones e que todas as aeronaves da FAB teriam sido compradas em suas gestões. Essas informações, no entanto, não correspondem à realidade, conforme apontou o jornal.
O mercado brasileiro de drones já conta com empresas dedicadas ao desenvolvimento e à fabricação desses equipamentos, tanto para aplicações civis quanto militares. Algumas dessas companhias têm vínculos com o setor de defesa e atuam em colaboração com as Forças Armadas em iniciativas conjuntas.
Além disso, a checagem indica que a declaração do petista sobre as aquisições de aviões militares é imprecisa. O programa dos caças Gripen, por exemplo, teve sua seleção oficializada no governo de Dilma Rousseff, e novos contratos relacionados à frota da FAB foram firmados durante a administração de Jair Bolsonaro.
O material também destaca outras inconsistências no pronunciamento do ex-presidente, incluindo dados sobre o custo anual do sistema prisional paulista e referências a marcos históricos ligados à inclusão social no país.
O discurso de Lula na Convenção do PT superou uma hora de duração e teve tom marcadamente político-eleitoral, com ataques à oposição, defesa das políticas sociais petistas e convocações para a militância visando as eleições presidenciais de 2026.
Fonte: Revista Oeste






























