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ALEACSessão solene na Aleac homenageia taxistas do Acre e discute demandas da categoria

Assembleia Legislativa do Acre realiza sessão solene em homenagem ao Dia Nacional do Taxista, com relatos de profissionais e discussão sobre crédito, fiscalização e condições de trabalho.

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A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) promoveu, em seu plenário, uma sessão solene em alusão ao Dia Nacional do Taxista, celebrado em 26 de agosto. O evento contou com a presença de profissionais que atuam em Rio Branco e em municípios do interior, além de representantes da categoria e familiares, que acompanharam as homenagens e os debates sobre o cenário atual da profissão no estado.

Durante a cerimônia, foram abordados temas como a evolução histórica do serviço no Acre, as adversidades cotidianas enfrentadas pelos motoristas e as principais reivindicações do setor, entre elas o acesso a linhas de crédito, a intensificação da fiscalização contra o transporte irregular, melhorias na acessibilidade e condições mais adequadas de trabalho. A solenidade foi proposta pelo deputado Pedro Longo (MDB) e conduzida pelo deputado Eduardo Ribeiro (Republicanos), que destacou a importância dos taxistas para a locomoção da população e lembrou o papel da categoria no desenvolvimento do estado.

Eduardo Ribeiro ressaltou que, historicamente, os taxistas exerceram funções que hoje são atribuídas a serviços especializados, especialmente antes da existência do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na região. “São muitas histórias. Antigamente, antes mesmo de termos o Samu, muitas vezes era o taxista quem fazia esse atendimento. Nada mais justo que a sociedade reconhecer e valorizar o trabalho desses profissionais”, afirmou o parlamentar.

O tesoureiro do Sindicato dos Taxistas e Condutores Autônomos do Acre, Theonísio Bonfim Machado, que atua na área há 32 anos, compartilhou memórias da profissão e enfatizou a relevância social do serviço em épocas com menor oferta de políticas públicas. “Nós éramos aqueles transportadores antigos. Muitos nasceram dentro dos nossos veículos, porque antigamente não tínhamos Samu. Nós éramos as ambulâncias da época”, relatou. Ele também mencionou a organização da categoria no estado e a trajetória da legislação local, que segundo ele serviu de referência para outras localidades.

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A participação feminina no setor foi representada por Lídia Bandeira, que atua no Aeroporto Internacional de Rio Branco e contou que a filha também ingressou na atividade. Ela reconheceu as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da área, mas manifestou gratidão pela homenagem. “A classe está ultimamente muito sofrida, mas a gente continua firme e forte. Agradeço imensamente por essa homenagem”, declarou. Já Francisco Rodrigues de Souza, de Porto Acre, falou em nome dos profissionais do interior, destacando o compromisso com a qualidade do atendimento à população.

A solenidade também prestou homenagem a profissionais com décadas de dedicação. José Gomes dos Santos, de 85 anos, relembrou sua chegada ao Acre em 1970 e o início definitivo na profissão em 1976, após atuar como caminhoneiro. Ele narrou as transformações de Rio Branco, a criação dos filhos e a importância do táxi para o sustento da família. “Tenho minha casa, eduquei meus filhos, e tudo isso eu fiz no táxi. Estou na ativa e agradeço a Deus por tudo que Ele me deu até hoje”, disse. Ele também recordou períodos marcantes da capital, como a época que antecedeu a inauguração da Ponte Metálica, e fez referência aos 52 anos de casamento, homenageando a esposa, falecida em 2024.

Marileudes Vieira, que começou a atuar na praça em 1973, época em que veículos como o Fusca eram utilizados no serviço, também compartilhou sua experiência. “Só tenho a agradecer por esta oportunidade de estar aqui na Assembleia. Entrei novo na profissão e hoje estou aqui, graças a Deus e aos amigos”, afirmou.

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O presidente do Sindicato dos Taxistas e Condutores Autônomos do Acre, Esperidião Teixeira, abordou a necessidade de manter o diálogo com o poder público e destacou o papel multifacetado desses profissionais. “O taxista não faz apenas o serviço de transporte. Ele é conselheiro, é guia turístico, tem todo um serviço englobado em torno da atividade”, pontuou. Ele também comentou iniciativas para renovação da frota, mencionando linhas de financiamento, e observou que a profissão frequentemente passa de geração em geração nas famílias.

Durante o evento, o taxista José Júnior, conhecido como Cebolinha, apresentou demandas como a criação de uma linha estadual de crédito específica para a categoria, incentivos para aquisição de veículos adaptados ao transporte de cadeirantes, ampliação da fiscalização do transporte irregular e ações voltadas à saúde dos profissionais. Em resposta, o deputado Eduardo Ribeiro afirmou que a sessão deveria servir também para registrar essas necessidades. “Além da homenagem, tem que ficar uma mensagem. A questão do táxi cadeirante e de uma linha de crédito para o taxista são pautas que precisam ser discutidas e avançar. É importante que essas demandas tenham sido trazidas à Assembleia”, observou. O deputado Pedro Longo, que participou por vídeo, reforçou a importância da categoria para a mobilidade urbana e disse que o diálogo com os trabalhadores deve ser mantido.

Fonte: Agência Aleac

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