Na segunda-feira (17), a Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) realizou, na Cidade da Justiça de Cruzeiro do Sul, a palestra “Quando a Comunicação Funciona, a Justiça Avança: a Sintonia que Gera Resultados”. A ação integra um esforço institucional para aprimorar o atendimento à população, promovendo uma prestação jurisdicional mais ágil e padronizada.
O evento tratou de temas como gestão da confiança, transparência e superação do receio de errar e de se manifestar. O supervisor da Central de Mandados (Ceman) da comarca, Ivonilson Barros, avaliou que a proposta da Esjud reflete uma política de interiorização das atividades, tradicionalmente concentradas na capital. Ele destacou que a medida tende a beneficiar diretamente os usuários do serviço judiciário, com ganhos em eficiência e uniformidade.
A palestra foi ministrada por Veridiana Cavalheri, especialista em inteligência comportamental e mentora de líderes, por meio do Polo Educacional do Juruá, Tarauacá e Envira. O espaço foi entregue pela Esjud neste ano para ampliar a estrutura de capacitação continuada na região. O juiz Elielton Armondes, titular da 2ª Vara Criminal, abriu a atividade e ressaltou a relevância do tema: “O Poder Judiciário é feito de processos, normas e decisões, mas é também — e talvez principalmente — feito de pessoas. E onde existem pessoas, a qualidade da comunicação interfere diretamente na qualidade do trabalho.”
Durante a exposição, Cavalheri argumentou que a comunicação assertiva é uma ferramenta estratégica essencial no cenário atual, capaz de engajar equipes, estimular a responsabilidade compartilhada e direcionar esforços para metas comuns. Ela citou pesquisa indicando que 75% das empresas em todo o mundo consideram as habilidades humanas, como adaptabilidade, resolução de problemas e comunicação, mais relevantes na era da inteligência artificial.
O servidor Jesiel Lima, lotado na Vara da Infância e da Juventude, classificou a palestra como proveitosa. “Conteúdo muito bom, que faz a gente pensar no hoje e no futuro, gostei muito de ter participado”, afirmou. A facilitadora também enfatizou a importância da segurança psicológica para criar ambientes de trabalho colaborativos, engajados e focados em resultados.
Fonte: TJ Acre






























