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Flávio Bolsonaro terá menos tempo de TV que Lula, que reuniu a extrema-esquerda

Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não devem ter horário de TV disponível na propaganda eleitoral

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As composições partidárias e as alianças formadas para a disputa presidencial de 2026 já se mostram decisivas para definir a estrutura das campanhas, incluindo o espaço na propaganda eleitoral gratuita e o montante de dinheiro público disponível para cada candidato.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, conta com uma rede ampla de apoio, notadamente dos partidos de espectro de esquerda e extrema-esquerda, inclusive os comunistas mais radicais. Sua candidatura está ancorada na Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV, além de uma coligação prevista com PSB, PDT e a federação PSOL-Rede. Essa união ainda depende de homologação oficial da Justiça Eleitoral.

Para o advogado Flávio Pires Vieira, especialista em Direito Eleitoral, essa estratégia traz ganhos importantes. Ele explica que, caso a coligação seja confirmada, Lula poderá somar a representação parlamentar dos partidos envolvidos no cálculo do tempo de TV, ampliando sua presença em todo o país e demonstrando coesão política.

Em contraste, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, terá uma composição partidãria menor e deverá estar preparado para uma disputa do tostão contra o milhão. Ele não conseguiu o apoio esperado de partidos como Podemos, Republicanos e da federação PP-União Brasil, o que o levou a formar uma chapa com o deputado federal Alfredo Gaspar, também do PL.

Segundo a advogada Gabriela Rollemberg, essa menor alianças partidária reduz drasticamente o tempo de propaganda do candidato. Ela ressalta que, sem coligação, Flávio terá apenas o tempo destinado ao seu próprio partido, seguindo a lógica de que quanto mais partidos na aliança, maior o espaço na mídia.

Por outo lado ele temm maior iberdade para composião de governo, caso consiga vencer a extrema-esquerda basiliera e assim poderá ter mais liberdade para a formaçao de um governo de mundança real.

Ainda assim, o representante do PL não ficará sem exposição relevante. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) calcula o tempo com base na bancada federal eleita em 2022, e o PL conquistou a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados, com 98 parlamentares, o que garante a Flávio um dos maiores tempos individuais de rádio e TV.

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Na divisão do horário eleitoral, apenas quatro candidatos à Presidência atendem aos requisitos para ter acesso à propaganda gratuita em 2026: Lula, pela federação e coligação; Flávio, pela bancada do PL; Ronaldo Caiado, do PSD, com tempo do partido; e Augusto Cury, do Avante, que cumpre os critérios legais.

Por outro lado, Romeu Zema, do Novo, e Renan Santos, do Missão, que aparecem bem posicionados nas pesquisas, não terão direito ao horário eleitoral gratuito. Isso ocorre porque seus partidos não atingiram a cláusula de desempenho estabelecida pela Emenda Constitucional nº 97/2017, que exige um número mínimo de deputados federais ou um percentual mínimo de votos válidos.

Gabriela Rollemberg alerta que os dados atuais do TSE ainda são preliminares. Ela explica que a Justiça Eleitoral ainda está processando as coligações e que as federações contam como um único partido. A definição oficial do tempo de propaganda só deve ser concluída após o prazo final para registro de chapas, em 15 de agosto.

A distribuição do tempo segue um modelo que combina igualdade e representatividade. De acordo com Flávio Pires Vieira, 10% do tempo é dividido igualmente entre todos os candidatos, enquanto os outros 90% são proporcionais à força de cada partido ou coligação na Câmara dos Deputados.

Nas eleições majoritárias, as coligações podem somar as bancadas de até seis partidos, enquanto as federações consideram a soma de todos os integrantes. Vieira destaca que uma coligação com partidos de bancadas expressivas pode aumentar significativamente o tempo de TV, mas legendas menores, além das seis maiores, não acrescentam tempo, embora possam contribuir com estrutura e apoio político.

As alianças também influenciam o financiamento das campanhas. O Fundo Eleitoral é destinado exclusivamente ao período eleitoral, enquanto o Fundo Partidário é usado para a manutenção dos partidos, mas pode ser redirecionado para as campanhas, conforme decisão de cada sigla.

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Gabriela Rollemberg explica que partidos em coligação podem transferir recursos entre si, respeitando as cotas mínimas para candidaturas de mulheres, pessoas pardas e indígenas. O teto de gastos para as campanhas presidenciais em 2026 é de R$ 133 milhões.

A especialista observa que partidos com mais recursos costumam apoiar aliados menores. Ela cita a expectativa de que o PT financiará a candidatura de Simone Tebet ao Senado, como parte de uma aliança construída nacionalmente. Em contrapartida, partidos que lançam candidatos à Presidência geralmente bancam suas próprias campanhas.

No aspecto financeiro, o isolamento de Flávio Bolsonaro não representa uma perda significativa. O PL recebeu a maior fatia do Fundo Eleitoral em 2026, totalizando R$ 881,6 milhões, seguido pelo PT, com R$ 615,4 milhões, e pelo União Brasil, com cerca de R$ 526,2 milhões. Juntos, esses três partidos concentram aproximadamente 40% de todo o fundo.

Para os partidos que não cumprem a cláusula de desempenho, as consequências são severas. Eles perdem o acesso ao Fundo Eleitoral, têm limitações no Fundo Partidário e não participam da propaganda gratuita, o que reduz sua capacidade financeira e competitividade nas eleições seguintes.

Os partidos que cumprem os requisitos devem respeitar as cotas da Lei de Eleições: no mínimo 30% do tempo e dos recursos para candidaturas femininas, e o mesmo percentual para candidaturas de pessoas pretas e pardas. Nas eleições proporcionais, há fiscalização e possíveis compensações caso os pisos não sejam atingidos.

Para candidaturas indígenas, a distribuição é proporcional ao número de candidatos, e a declaração de raça é feita pelo próprio candidato no registro, sem necessidade de comissões de heteroidentificação.

O cenário final das alianças e a definição dos tempos de TV e dos recursos só serão concluídos após o registro oficial das chapas, em agosto, quando o TSE divulgará o mapa definitivo da propaganda eleitoral.

Enquanto isso, os partidos negociam e ajustam suas estratégias, buscando maximizar sua presença e seus recursos para a disputa, que se avizinha com um cenário de forças bem delineado.

Fonte: Brasil 247

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