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CUSTO DE VIDACesta básica sobe 8,7% e consome mais de metade do salário mínimo

O custo médio da cesta básica nas capitais chegou a R$ 779,95, exigindo 105 horas de trabalho por mês.

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O valor da cesta básica nas capitais brasileiras subiu 8,69% em 12 meses, conforme levantamento recente. Esse aumento faz com que o gasto com alimentos básicos ultrapasse a metade do salário mínimo, comprometendo o orçamento das famílias.

Em junho deste ano, o custo médio do conjunto de itens essenciais atingiu R$ 779,95. Para adquirir esses produtos, um trabalhador precisa dedicar 105 horas e 51 minutos por mês, o que representa 52,02% da renda líquida do salário mínimo.

Os dados, divulgados pela Conab e pelo Dieese, mostram que o peso da alimentação no orçamento já não é apenas uma impressão, mas uma realidade concreta. O índice de preços IPCA aponta alta de 3,82% nos alimentos e bebidas em 12 meses, corroborando a tendência.

Entre as capitais, São Paulo lidera com a cesta básica mais cara, avaliada em R$ 965,47 em junho. O valor representa um aumento de 9,37% em relação ao ano anterior. Nessa cidade, o trabalhador precisa de 131 horas e 2 minutos de trabalho para comprar os itens, consumindo 64,39% do salário mínimo líquido.

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Na outra ponta, Cuiabá registrou a maior alta anual, de 14,71%, com custo de R$ 937,93. Já São Luís foi a única capital a apresentar queda no período, de 0,09%, embora ainda mantenha preços elevados.

Aracaju tem a cesta mais barata, com valor de R$ 630,40, mas mesmo assim houve aumento de 13,12% em 12 meses. Na capital sergipana, são necessárias 85 horas e 34 minutos de trabalho para adquirir os alimentos, uma diferença de mais de 45 horas em relação a São Paulo.

O tempo de trabalho exigido para comprar a cesta básica varia entre 85 e 131 horas mensais, dependendo da capital. Essa disparidade reflete as diferenças regionais no custo de vida e nos preços dos alimentos.

Segundo a Conab e o Dieese, o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas seria de R$ 8.110,92, valor cerca de cinco vezes maior que o piso atual de R$ 1.621. Esse número também supera o rendimento médio nacional de R$ 3.726, apontado pelo IBGE.

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A diferença entre o salário mínimo real e o necessário evidencia o descompasso entre a renda da população e o custo de vida. Enquanto os preços dos alimentos continuam subindo, o poder de compra das famílias se reduz, gerando um cenário de pressão econômica constante.

Fonte: ND+

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