O candidato ao Governo do Acre Tião Bocalom (PSDB) ganhou um apoio de peso no setor empresarial. Em peça divulgada pela campanha, o empresário Mário Gazin, fundador do Grupo Gazin, declarou voto em Bocalom e fez um apelo direto aos candidatos acreanos para que apoiem o candidato número 45.
Gazin tem uma relação antiga com o Acre. O grupo empresarial que leva seu nome possui presença no Estado e integra uma rede nacional que atua no varejo, indústria e distribuição. Em 2023, durante visita a Rio Branco, o empresário já havia se encontrado com Bocalom e destacou a relação pessoal construída desde o período em que ambos viviam no Paraná.
No vídeo de campanha, Gazin afirma que gostaria de ver o Acre alcançar um nível de desenvolvimento semelhante ao do Paraná e associa essa expectativa à eleição de Bocalom. Ele também relembra ter conhecido o candidato quando ainda era professor e o descreveu como uma pessoa ligada ao trabalho e à capacidade de realização.
O apoio empresarial encontra sintonia direta com o eixo central da campanha de Bocalom ao governo.
A coligação do candidato leva o nome “Produzir para Empregar”, expressão que sintetiza a proposta econômica apresentada no plano de governo para 2027-2030. O programa está organizado em nove eixos e coloca a geração de emprego e renda como resultado do fortalecimento da produção, principalmente no agronegócio, na indústria, no comércio e na exploração sustentável das potencialidades econômicas do Acre.
A lógica defendida por Bocalom é que o Estado precisa produzir mais para criar empregos de forma permanente, reduzindo a dependência da máquina pública e ampliando o espaço da iniciativa privada na geração de renda.
Nas últimas campanhas, o candidato vem insistindo na necessidade de fortalecer o produtor rural, ampliar a industrialização e criar condições para que empresas já instaladas no Acre cresçam e novos investimentos sejam atraídos. Em encontro com trabalhadores de uma empresa acreana, Bocalom afirmou que seu projeto pretende combinar estímulo aos empresários com oportunidades concretas para os trabalhadores e para a população de menor renda.
O plano também aposta no agronegócio como um dos motores de transformação da economia estadual. A campanha sustenta que o aumento da produção rural pode gerar uma cadeia de desenvolvimento envolvendo transporte, armazenamento, indústria de alimentos, comércio, serviços e exportação.
É justamente nesse ponto que o apoio de Mário Gazin ganha significado político maior do que uma simples declaração pessoal.
Ao receber o respaldo de um empresário com atuação nacional e experiência em expansão de negócios no interior do país, Bocalom procura reforçar a imagem de um candidato capaz de estabelecer diálogo com o setor produtivo e apresentar o Acre como território viável para novos investimentos.
A mensagem também ajuda a consolidar uma característica que vem sendo construída pela campanha: uma tentativa de apresentar o desenvolvimento econômico não apenas como promessa de governo, mas como uma mudança de matriz baseada na produção, investimento privado e geração de empregos
Bocalom concorre ao governo pelo PSDB, tendo Sargento Adonis como candidato a vice. A coligação “Produzir para Empregar” reúne a Federação PSDB-Cidadania e a Federação Renovação Solidária, formada pelo PRD e Solidariedade.
Para o candidato, o desafio é transformar esse discurso econômico em vantagem eleitoral.
Para o setor empresarial que se aproxima de sua campanha, a expectativa é outra: que um eventual governo seja capaz de reduzir entraves, melhorar a infraestrutura, estimular a produção e criar um ambiente favorável ao investimento.
Nesse contexto, o apoio de Mário Gazin se encaixou perfeitamente na narrativa que Bocalom tenta levar às urnas: produzir mais, atrair empresas, gerar trabalho e fazer o crescimento econômico chegar à população por meio do emprego e da renda.


























