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SAÚDE DO REIRoberto Carlos passa bem após cirurgia de vesícula; procedimento durou 1h30

Cantor de 85 anos foi submetido a colecistectomia por videolaparoscopia no Rio de Janeiro e deve receber alta em 24 horas.

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O cantor Roberto Carlos, de 85 anos, foi submetido na manhã desta sexta-feira a uma cirurgia para remoção da vesícula biliar, realizada por videolaparoscopia. O procedimento, que ocorreu no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, teve duração de uma hora e meia. Segundo a equipe médica, o paciente passa bem e a previsão é de alta hospitalar em até um dia.

A operação foi conduzida pelo cirurgião Raul Cutait, que se deslocou de São Paulo especialmente para atender o artista. A decisão de não se transferir para a capital paulista partiu do próprio cantor, que preferiu permanecer no Rio de Janeiro.

O procedimento já havia sido agendado anteriormente e, de acordo com os assessores, não deve alterar a agenda profissional de Roberto Carlos. Ainda não há informações sobre quando ele retomará suas atividades artísticas.

A vesícula biliar é um pequeno órgão em forma de bolsa, localizado próximo ao fígado, responsável por armazenar a bile — fluido produzido pelo fígado que auxilia na digestão de gorduras. Durante a alimentação, a vesícula libera a bile no intestino delgado, contribuindo para o processo digestivo, conforme explica o Hospital Israelita Albert Einstein.

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A retirada desse órgão, formalmente chamada de colecistectomia, é uma cirurgia comum e considerada segura. O cirurgião geral Ernesto Alarcon, especialista em videolaparoscopia, esclarece que a indicação pode ocorrer em diversas situações, como inflamação aguda da vesícula (colecistite), geralmente provocada por cálculos biliares e acompanhada de dores intensas; presença de pedras na vesícula, que causam crises recorrentes de desconforto abdominal; pólipos que exigem monitoramento por risco de malignidade; discinesia biliar, quando o órgão não se contrai adequadamente; e, em casos raros, câncer de vesícula.

Atualmente, a colecistectomia laparoscópica — também conhecida como videolaparoscopia — é a técnica mais empregada. Por meio de pequenas incisões no abdômen, o cirurgião insere uma câmera e instrumentos para remover a vesícula, resultando em menor dor pós-operatória, recuperação mais ágil e cicatrizes mínimas. Já a técnica aberta, que exige um corte maior, fica reservada para situações específicas, como inflamações severas, aderências extensas ou complicações que impossibilitam o uso do laparoscópio.

Fonte: O GLOBO

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