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TERRORISMO NO BRASILOperação no Rio encontra possível ligação de esquema de lavagem com Al-Qaeda

Investigação aponta que R$ 100 milhões do tráfico podem ter conexão com financiamento do grupo terrorista.

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público estadual deflagraram, na manhã desta quarta-feira (15), uma operação contra lavagem de dinheiro de organizações criminosas. As autoridades suspeitam que o esquema tenha vínculos com a rede terrorista Al-Qaeda.

De acordo com a corporação, durante as investigações surgiu uma possível relação com um indivíduo ligado ao setor de financiamento do grupo extremista. A ação, batizada de Operação Hawala, já resultou em dez prisões até o momento.

As apurações indicam que o sistema movimentou pelo menos R$ 100 milhões oriundos do tráfico de drogas. Os agentes seguem em campo para cumprir mandados e aprofundar as buscas.

A Al-Qaeda é uma organização terrorista internacional criada por Osama bin Laden no final dos anos 1980. O grupo ficou mundialmente conhecido pelos ataques de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas, em Nova York.

Segundo analistas, a principal missão da rede é combater a influência ocidental em nações muçulmanas e instaurar regimes fundamentalistas islâmicos nesses países. O termo “al-Qaeda” tem origem controversa, significando base, lar ou alicerce em árabe.

O nome era usado por radicais islâmicos que lutaram contra a invasão soviética no Afeganistão, iniciada em 1979. O mentor espiritual de Bin Laden, Abdallah Azzam, empregava a palavra para designar o papel dos combatentes estrangeiros voluntários que permaneceram após o conflito.

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Em agosto de 1988, Bin Laden e seus seguidores oficializaram a criação do grupo militante em Peshawar, no Paquistão. O líder deixou o país em 1989 e retornou à Arábia Saudita, sua terra natal.

Em 1990, ele ofereceu um exército de militantes islâmicos para proteger o Iraque de Saddam Hussein, que havia invadido o Kuwait. A proposta foi recusada, e Bin Laden partiu para o Sudão em 1991, onde permaneceu até 1996, quando se estabeleceu no Afeganistão.

O período entre 1996 e 2001 é considerado o auge da organização, que passou a operar de forma mais estruturada. Especialistas ressaltam que, mesmo nessa fase, a Al-Qaeda não era uma entidade coesa, com células espalhadas pelo mundo.

No Afeganistão, Bin Laden se aproximou do Talibã, grupo militante sunita que havia tomado Cabul em 1996 e implantado um regime islâmico radical. Com o apoio de Mullah Mohammed Omar, líder talibã, a Al-Qaeda encontrou segurança para atuar.

O Talibã implementou uma teocracia austera, reconhecida apenas por Paquistão, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. O regime vigorou entre 1996 e 2001, permitindo que a rede terrorista operasse livremente.

Em 11 de setembro de 2001, 19 membros da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais nos Estados Unidos e os lançaram contra as Torres Gêmeas e o Pentágono, no maior atentado da história do país. Os EUA reagiram invadindo o Afeganistão para desmantelar a organização e depor o Talibã.

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As lideranças da Al-Qaeda fugiram para o Paquistão, instalando-se em zonas tribais na fronteira com o Afeganistão, onde o controle governamental era frágil. Analistas acreditam que o grupo continuou treinando militantes nessas áreas e influenciou o uso de atentados suicidas pelo Talibã.

Diversos ataques são atribuídos à rede, como o que matou 191 pessoas no metrô de Madri em março de 2004, os atentados em Londres em julho de 2005 e o assassinato da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto.

Bin Laden foi morto por militares americanos em 2011. A estrutura descentralizada da Al-Qaeda dificulta estimar o número de membros, que os EUA calculam na casa das centenas ou milhares, espalhados por diversos países.

Relatórios do Departamento de Estado americano indicam que a organização incorpora integrantes de outros grupos no Oriente Médio, sul da Ásia, África, Europa e Ásia Central, todos com planos de atacar os Estados Unidos e nações ocidentais.

A operação no Rio ainda está em andamento, e as autoridades não descartam novas prisões. O caso segue sob sigilo judicial.

Fonte: G1

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