Um avião de passageiros que realizava o trajeto Buenos Aires-Rio de Janeiro colidiu com um drone na noite de 1º de junho, momentos antes de pousar no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão). O caso foi registrado como incidente aeronáutico pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB).
De acordo com o Reporte Final divulgado pelo órgão, a aeronave havia decolado do Aeroporto Jorge Newbery, na capital argentina, e seguia para o Rio em um voo comercial regular. Após o pouso, equipes de solo constataram que o drone atingiu a região do motor número 2. A FAB informou que o pouso ocorreu sem qualquer anormalidade e não houve danos a pessoas ou propriedades no solo.
A FAB foi notificada sobre o ocorrido no próprio dia 1º de junho. Após análise técnica das informações disponíveis, a ocorrência foi enquadrada como incidente aeronáutico, seguindo os protocolos estabelecidos pela Convenção sobre Aviação Civil Internacional e pelas normas do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer).
Por ter sido classificada como incidente tratado por coleta de dados, a ocorrência não foi submetida a uma investigação aprofundada pelo Cenipa. Dessa forma, não será emitido um relatório final de investigação. O órgão esclareceu que sua atuação é estritamente preventiva e não tem o objetivo de atribuir culpa ou responsabilidades.
O procedimento adotado reuniu as informações técnicas disponíveis sobre o caso, sem a abertura de um processo investigativo formal. O Cenipa ressaltou que essa é a conduta padrão quando os protocolos não indicam a necessidade de uma investigação mais detalhada.
Fonte: O GLOBO































