Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (25), um pacote de US$ 150 milhões em assistência humanitária à Venezuela, após os terremotos que atingiram o país no dia anterior. O montante equivale a aproximadamente R$ 825 milhões, conforme a cotação atual do dólar.
O auxílio inclui recursos financeiros, equipes especializadas em busca e resgate, além de suporte logístico para atender as regiões castigadas pela tragédia. Segundo o Departamento de Estado, o presidente Donald Trump autorizou uma resposta emergencial do governo norte-americano para apoiar as operações de resgate e colaborar com as autoridades venezuelanas.
Do total anunciado, US$ 50 milhões serão destinados a novos acordos bilaterais com organizações humanitárias que já atuam na Venezuela, como World Vision, Samaritan’s Purse, Catholic Relief Services, International Medical Corps, Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Programa Mundial de Alimentos (PMA).
Outros US$ 100 milhões serão repassados ao fundo humanitário administrado pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
Além do apoio financeiro, Washington mobilizou uma Equipe Regional de Resposta a Desastres (DART), composta por especialistas em emergências, incluindo duas equipes de busca e resgate urbano formadas por bombeiros, médicos, engenheiros estruturais e profissionais treinados com cães farejadores.
O Departamento de Estado informou que trabalha em conjunto com o Departamento de Guerra para garantir o transporte de equipamentos, profissionais e assistência humanitária às áreas mais afetadas.
O anúncio dos Estados Unidos ocorre em meio à mobilização internacional para auxiliar a Venezuela. Pelo menos 17 países ofereceram apoio ao país, entre eles Brasil, Ucrânia, México, El Salvador, Equador, República Dominicana, Cuba, França, Espanha, Alemanha, Suíça e Holanda.
Trump já havia manifestado solidariedade às vítimas na quarta-feira e afirmado que os EUA estavam “prontos, dispostos e aptos a ajudar”. O presidente também disse ter determinado que as agências federais se preparassem para agir rapidamente diante da tragédia.
Segundo o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano, os terremotos deixaram 188 mortos, 1.520 feridos e cerca de 200 pessoas presas sob os escombros.
Além das vítimas confirmadas, uma plataforma criada por voluntários para auxiliar nas buscas já reúne 43.308 registros de desaparecidos. Desse total, 39.989 pessoas seguem sem contato, enquanto 3.319 foram localizadas.
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com apenas 39 segundos de intervalo e foram os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século. Os tremores provocaram desabamentos de edifícios, destruíram parte da infraestrutura em Caracas e foram sentidos também na Colômbia e em cidades brasileiras.
Em avaliação preliminar, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que, devido à magnitude do desastre, ao menos 10 mil pessoas podem ter morrido.
Fonte: Na Hora da Notícia




























