Nesta segunda-feira, 22, a China oficializou a adoção de barreiras comerciais contra um número significativo de corporações norte-americanas, como resposta direta à ampliação, pelos Estados Unidos, da relação de companhias chinesas associadas ao setor bélico.
De acordo com o Ministério do Comércio chinês, dez empreiteiras da área de defesa dos EUA foram incluídas em uma lista de controle de exportações. Com isso, ficam impedidas de adquirir qualquer produto chinês de dupla finalidade, ou seja, que possa ser utilizado tanto para fins civis quanto militares.
Paralelamente, o Ministério das Finanças da China retirou 46 empresas norte-americanas — em sua maioria contratantes do setor de defesa — da possibilidade de participar de licitações e compras governamentais chinesas.
A justificativa oficial, conforme comunicado do Ministério do Comércio, é proteger a segurança e os interesses nacionais, além de ser uma reação à atitude considerada ultrajante do governo americano ao classificar empresas chinesas como militares.
Outro reflexo da escalada comercial foi a imposição de restrições à atuação de grandes grupos de tecnologia chineses nos Estados Unidos, como Alibaba Group e Baidu.
Fonte: Jovem Pan






























