Um artigo publicado pelo jornalista Tião Maia, no Portal Aquiri, expõe um suposto esquema de compra de mandatos no Acre, articulado pelos irmãos Rico e Murilo Mendes Leite. Segundo a denúncia, os empresários, que acumularam fortuna durante os governos do PT, estariam dispostos a usar seu poder financeiro para ascender ao poder político, comprando vagas de vice-governador e suplência no Senado.
O texto relembra episódios históricos de campanhas milionárias que não garantiram vitória, como a de Said Farhat em 1982, que perdeu para Mário Maia, e a de Antônio Pedreira, que não conseguiu se eleito deputado federal. A comparação sugere que, apesar do dinheiro, o eleitor acreano nem sempre se deixa comprar.
Os irmãos Leite chegaram ao Acre na década de 1970, durante o boom dos “paulistas”, quando pecuaristas do Centro-Sul adquiriram vastas áreas de terra, muitas vezes com incentivos fiscais, gerando conflitos fundiários e expulsão de seringueiros. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) documentou a violência no campo, com assassinatos de líderes como Chico Mendes.
Atualmente, Rico Leite, dono do Mercale e da Uninorte, seria pré-candidato a vice-governador na chapa de Alan Rick (Republicanos). Já Murilo Leite estaria cotado para ser primeiro suplente de Jorge Viana (PT), candidato ao Senado. O plano, segundo o artigo, prevê que, em 2030, Alan Rick vá para o Senado, deixando o governo com Rico Leite, e Jorge Viana retorne para disputar o governo, entregando o mandato de senador a Murilo.
O jornalista, Tião Maia, alerta, em seu artigo no Portal Aquiri, que, apesar da ousadia do esquema, o eleitor acreano pode reagir, e que os “aventureiros” não devem subestimar a capacidade de resistência da população local.
Fonte: * Com informações do jornalista Tião Maia Portal Aquiri



























