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ESQUERDA INCONFORMADABolívia declara estado de exceção e suspende protestos após 50 dias de bloqueios

Estado de exceção na Bolívia encerra mais de 50 dias de protestos e bloqueios de estradas que isolaram La Paz e causaram crise econômica.

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O governo boliviano declarou estado de exceção em todo o país no sábado, encerrando um período de mais de 50 dias de bloqueios de estradas que paralisaram La Paz e outras regiões. A medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa e permitiu que as forças de segurança começassem a desobstruir as rotas.

Os protestos eram liderados por sindicatos rurais e apoiadores do ex-presidente Evo Morales, que exigiam a renúncia do presidente Rodrigo Paz e a suspensão de investigações contra Morales por suposto abuso de menor. O ex-mandatário, de 66 anos, vive refugiado em sua base política no Chapare desde 2024 e se recusa a comparecer à Justiça.

Com o estado de exceção, os bloqueios começaram a ser removidos no sábado, permitindo que centenas de caminhões presos nas estradas retornassem a suas cidades. A crise causou desabastecimento de combustíveis e alimentos, agravando a crise econômica que o país enfrenta há quatro décadas. Empresários estimam perdas superiores a US$ 2 bilhões.

Na madrugada de domingo, milhares de bolivianos celebraram o Ano Novo Andino com oferendas à Pachamama, tradição que remonta aos povos pré-hispânicos e coincide com o solstício de inverno no Hemisfério Sul. A participação foi reduzida devido à crise, mas a celebração ocorreu normalmente.

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O maior sindicato rural envolvido nos protestos anunciou uma pausa no conflito e ordenou a retirada dos manifestantes até a próxima semana para avaliar a situação após a declaração do estado de exceção. A pausa também permite que os membros participem das festividades tradicionais.

Apenas o sindicato cocalero, ligado a Morales, mantém os protestos no Chapare, onde as forças de segurança não entraram. O governo acusa o grupo de instigar e financiar as mobilizações para garantir impunidade ao ex-presidente. A região é conhecida pela presença de máfias do narcotráfico.

O presidente Paz afirmou que o estado de exceção é necessário para restaurar a ordem e garantir o abastecimento da população. A medida foi criticada por organizações de direitos humanos, que temem abusos por parte das forças de segurança.

Fonte: Jovem Pan

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