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ARRUMANDO CONFUSÃOLula critica protecionismo e defende soberania em discurso no G7

Sem citar Trump, presidente brasileiro atacou medidas unilaterais e pediu respeito à autonomia nacional no combate ao crime organizado.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesta terça-feira (16) na cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França, e aproveitou para criticar indiretamente políticas protecionistas e o unilateralismo, em clara referência às ações do governo de Donald Trump. Embora não tenha mencionado nominalmente o líder americano ou os Estados Unidos, Lula afirmou que tais medidas são respostas enganosas para problemas complexos.

O petista declarou que o neoliberalismo aprofundou as desigualdades econômicas e a crise política que afetam as democracias atualmente. Na visão dele, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como falsas soluções para esses desafios. As palavras foram proferidas durante uma sessão ampliada do G7, da qual Trump participava.

Integrantes da comitiva brasileira interpretaram a fala como uma reação às propostas americanas de sobretaxar produtos do Brasil. Atualmente, há duas iniciativas em pauta nos Estados Unidos: uma tarifa de 25% e outra de 12,5% sobre importações brasileiras.

Outro recado indireto a Trump veio quando Lula defendeu o combate a crimes transnacionais dentro de uma agenda de desenvolvimento. Ele reforçou a importância de ampliar a cooperação internacional, mas fez questão de ressaltar que qualquer medida deve respeitar a soberania dos países.

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O presidente destacou que o crime organizado aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que poderiam ser usados na construção de escolas, hospitais e estradas. Para ele, o esforço de enfrentamento precisa considerar a autonomia dos Estados.

Lula classificou como positivo o posicionamento dos líderes do G7 sobre o combate ao tráfico de drogas, mas ponderou que o enfrentamento ao narcotráfico não pode ser isolado de outros delitos, como lavagem de dinheiro e tráfico de armas. Ele defendeu o diálogo e a cooperação institucional, inclusive por meio da Interpol, para localizar ativos e indivíduos ligados a atividades criminosas.

O petista também criticou a redução de 23% na ajuda oficial ao desenvolvimento, enquanto os países gastam quase US$ 3 trilhões anualmente com despesas militares. Segundo ele, o principal déficit é de implementação e vontade política.

Na área de minerais críticos, Lula voltou a defender que os países detentores desses recursos participem das etapas de maior valor agregado da cadeia produtiva, por meio da industrialização, transferência de tecnologia e capacitação.

O presidente brasileiro tem encontro marcado com a cúpula da Interpol na quarta-feira (17), em Genebra, para discutir cooperação internacional no combate ao crime.

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Fonte: Metrópoles

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