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CULTURAFórum de Cultura debate editais do Funcultura e define diretrizes para 2026

Trabalhadores da cultura participaram do Fórum de Cultura na Filmoteca Acreana para debater o Plano Anual de Investimentos 2026 e as diretrizes dos editais do Funcultura, que somam R$ 3,1 milhões.

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Trabalhadores da área cultural do Acre participaram, na noite desta quarta-feira, 10, na Filmoteca Acreana, do Fórum de Cultura, encontro voltado ao debate do Plano Anual de Investimentos (PAI) 2026 e à definição das diretrizes gerais dos editais do Fundo Estadual de Cultura (Funcultura). A reunião contou com representantes de mais de dez municípios presentes presencialmente, além da participação virtual de agentes culturais de diferentes regiões do estado, por meio de formato híbrido. As contribuições apresentadas devem subsidiar o aperfeiçoamento dos editais deste ano, que somam R$ 3,1 milhões em investimentos para fortalecer a produção cultural no Acre.

O presidente do Conselho Estadual de Cultura (Concultura), professor Coracy Saboia, destacou a importância do fórum como espaço de escuta, pactuação e participação social. Segundo ele, a presença ativa do movimento cultural é indispensável para que as políticas públicas avancem de forma mais democrática e alinhada à realidade dos territórios. “Somente desta forma poderemos promover melhorias e reivindicar nossas demandas”, afirmou.

O presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Matheus Gomes, ressaltou que o encontro reafirma o compromisso da instituição e do Concultura com a construção coletiva das políticas culturais. Ele observou que a mobilização da sociedade civil organizada é essencial para ampliar o alcance dos recursos e fortalecer a diversidade cultural acreana. “Sabemos que os recursos do Funcultura não contemplam toda a diversidade de projetos existentes, mas estamos buscando parcerias para ampliar esses investimentos. Nossa principal preocupação é garantir o maior alcance possível desses recursos, tanto nas áreas urbanas quanto nas rurais”, ponderou.

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A coordenadora do Escritório do Ministério da Cultura (MinC) no Acre, Camila Cabeça, enfatizou a importância da consolidação do chamado Fator Amazônico nas políticas públicas de cultura. Segundo ela, as particularidades da região, marcadas por grandes distâncias geográficas, dificuldades de deslocamento e altos custos logísticos, tornam a produção cultural na Amazônia mais onerosa. “Temos grandes dificuldades para alcançar as regionais devido às distâncias geográficas e aos altos custos logísticos. Produzir na Amazônia custa mais, e tenho certeza de que o MinC apoia os fazedores de cultura na busca por maior valorização”, afirmou.

A conselheira municipal de Políticas Culturais, Eurilinda Figueiredo, apresentou durante o fórum a “Carta Pública: pacto pelo desenvolvimento econômico e fortalecimento do sistema estadual de cultura do Acre”. O documento destaca a articulação entre estados das regiões Norte e Nordeste para aprovação do Fator Amazônico durante a 4ª Conferência Nacional de Cultura (CNC). Também reivindica o descongelamento dos recursos do Funcultura e a efetiva aplicação da Lei nº 2.312/2010, que institui o Sistema Estadual de Cultura e estabelece, em seu artigo 14, que o fundo deve ser financiado com 0,5% da receita tributária líquida do Estado. Eurilinda defendeu que a cultura seja reconhecida não apenas como expressão simbólica e identitária, mas como setor estratégico para o desenvolvimento econômico. “Atualmente, o Estado investe apenas 0,02% de sua receita na cultura. É preciso mudar a forma de enxergar o setor, porque movimentamos a economia de maneira concreta. Existe uma cadeia produtiva em torno da atividade cultural, envolvendo turismo, transporte, gastronomia e comércio. Quando a cultura está em movimento, todos ganham”, concluiu.

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Fonte: Agência de Notícias do Acre

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