O governo do Acre concluiu com êxito o mutirão ‘Identidade para Dignidade’, que emitiu 4 mil Carteiras de Identidade Nacional (CIN) em quatro municípios de difícil acesso do estado. A ação, realizada em cerca de 30 dias, integra o plano de metas dos 100 Dias do Governo do Estado. Foram atendidas as populações de Santa Rosa do Purus, Jordão, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, onde 3.970 documentos já foram entregues, restando apenas 30 atendimentos complementares em Porto Walter para consolidar totalmente a operação.
A iniciativa foi executada pela Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Instituto de Identificação, em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). As equipes contaram com papiloscopistas, atendentes e supervisores que seguiram rigorosamente os protocolos técnicos de identificação civil, incluindo coleta biométrica, validação documental e individualização humana, garantindo a confiabilidade do novo documento unificado.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin, destacou o impacto social da iniciativa e a importância de levar o Estado às regiões mais isoladas. ‘Nosso principal objetivo foi garantir o acesso à documentação civil básica por meio da emissão da Carteira de Identidade Nacional. Com isso, promovemos a inclusão social e a verdadeira cidadania, fortalecendo a presença institucional do Estado em regiões de difícil acesso da Amazônia acreana. É dignidade convertida em documento para quem mais precisa’, afirmou.
O diretor do Instituto de Identificação da PCAC, Júnior César da Silva, detalhou os desafios logísticos enfrentados. ‘A execução da operação exigiu um planejamento logístico altamente diferenciado em razão das características geográficas dos municípios atendidos. Nossas equipes enfrentaram deslocamentos complexos por vias aérea e fluvial para alcançar comunidades situadas em áreas extremamente remotas da Amazônia. Lidamos diariamente com limitações severas de conectividade e comunicação, além de condições climáticas adversas. Mesmo assim, o empenho foi total para garantir o atendimento em aldeias indígenas e localidades de difícil acesso’, ressaltou.
Fonte: Agência de Notícias do Acre



























