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SAÚDEGoverno do Acre viabiliza transferência de recém-nascida com cardiopatia para cirurgia em São Paulo

Ana Maria da Silva, nascida em Sena Madureira, foi levada de UTI aérea para São José do Rio Preto após diagnóstico de cardiopatia congênita complexa. O transporte foi articulado pelo governo estadual via TFD.

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Uma recém-nascida diagnosticada com cardiopatia congênita complexa foi transferida na noite de sábado, 6, de Rio Branco para São José do Rio Preto, no interior paulista. A paciente, Ana Maria da Silva, natural de Sena Madureira, foi internada inicialmente na Maternidade Bárbara Heliodora, na capital acreana, em estado grave. A cirurgia cardíaca de alta complexidade necessária para sua sobrevivência não está disponível no Acre.

A transferência foi organizada pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), envolvendo o Complexo Regulador Estadual, a Central de Urgência e Emergência e o programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD). O deslocamento ocorreu em uma UTI aérea, com suporte intensivo durante todo o percurso, acompanhado por equipe especializada e pelo pai da criança, Roberto Pereira da Silva.

A vaga para o procedimento foi articulada junto ao Hospital de Base de São José do Rio Preto e ao Hospital da Criança e Maternidade, onde funciona o CardioPedBrasil, centro de referência nacional e latino-americano em procedimentos cardíacos pediátricos. O médico pediatra, cardiologista pediátrico e intensivista pediátrico Ricardo Batista Ribera explicou que a cardiopatia congênita exige intervenção imediata. “Trata-se de uma paciente com uma doença grave que necessita de cirurgia imediata para que a criança possa sobreviver. É uma cirurgia de alta complexidade que ainda não é realizada aqui no Estado”, afirmou.

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O médico destacou a articulação com o Sistema Nacional de Alta Complexidade e a atuação da Sesacre na logística. “A vaga foi articulada pelo Sistema Nacional de Alta Complexidade e a Sesacre viabilizou toda a logística necessária para que essa transferência acontecesse com segurança”, completou Ribera, mencionando ainda o coordenador do CardioPedBrasil, doutor Ulysses Protte, que colabora com o Acre e outras regiões remotas.

A coordenadora da Unidade Neonatal da Maternidade Bárbara Heliodora, médica pediatra e neonatologista Maria do Socorro Avelino, relatou que Ana Maria chegou à capital com 12 dias de vida, já com suspeita da cardiopatia. “Quando o diagnóstico acontece após o nascimento, existe todo um trabalho de estabilização. Precisamos manter a criança nas melhores condições possíveis para que ela consiga viajar e suportar uma cirurgia de grande porte”, disse. Ela explicou que a cirurgia requer circulação extracorpórea, procedimento não realizado em Rio Branco, o que torna obrigatório o encaminhamento para um centro especializado.

A operação mobilizou médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos, reguladores, pilotos e equipes administrativas. Segundo Ribera, “essas transferências dependem de muitos profissionais. Não é o trabalho de uma pessoa apenas. Existe toda uma cadeia de assistência que precisa ser valorizada”. O governo estadual informou que, recentemente, outro recém-nascido foi transferido para cirurgia em São Paulo, reforçando o papel do TFD na assistência de alta complexidade para pacientes do Acre.

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Fonte: Agência de Notícias do Acre

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