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SAÚDESíndromes respiratórias: pediatra orienta quando criança deve ou não ir à escola

Pediatra Kelly Bestene explica que a decisão deve considerar o estado geral da criança, e não apenas sintomas isolados, para evitar riscos à saúde e à transmissão.

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A chegada do período de maior circulação de vírus respiratórios intensifica uma dúvida frequente entre pais, responsáveis e educadores: quando uma criança com sintomas gripais pode ir à escola e em quais situações deve ficar em casa? Embora quadros leves sejam comuns na infância, especialistas alertam que a decisão não deve se basear apenas na presença de coriza ou tosse, mas sim no estado geral da criança, na capacidade de participar das atividades escolares e no risco de transmissão para colegas e professores.

A médica pós-graduada em Pediatria Geral Kelly Bestene afirma que a escola é um ambiente de intensa convivência, o que favorece a disseminação de vírus respiratórios. Por isso, o bom senso aliado à observação dos sintomas é fundamental para proteger tanto a criança quanto a comunidade escolar. “Nem todo sintoma respiratório exige afastamento imediato. Muitas crianças apresentam apenas coriza leve ou tosse residual e continuam ativas, alimentando-se normalmente. Nesses casos, é possível avaliar a permanência na escola”, orienta.

Segundo a pediatra, o afastamento escolar é indispensável quando a criança apresenta febre alta, dificuldade respiratória, respiração acelerada, tosse intensa que impeça atividades habituais, mal-estar importante, vômitos ou diarreia frequentes. Também é necessário em casos de doenças transmissíveis como influenza, Covid-19 e varicela. “Uma criança doente geralmente não consegue aproveitar as atividades pedagógicas e precisa de repouso, hidratação e acompanhamento”, explica.

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Kelly Bestene ressalta que o erro mais comum das famílias é considerar apenas a febre para decidir sobre a ida à escola. A avaliação deve incluir disposição, alimentação, hidratação e comportamento. “Uma criança que brinca, se alimenta bem e mantém a rotina costuma ter quadro leve. Já alterações como cansaço excessivo ou irritabilidade indicam necessidade de afastamento”, diz.

O retorno à escola deve ocorrer quando a criança estiver sem febre há pelo menos 24 horas, sem uso de antitérmicos, alimentando-se normalmente e com disposição habitual. Nos casos de vômitos e diarreia, a orientação é aguardar 24 horas após o último episódio. “Não há prazo único. O retorno deve ocorrer quando a criança estiver recuperada e sem risco para os demais”, afirma a pediatra.

Bebês menores de dois anos merecem atenção redobrada, pois quadros respiratórios podem evoluir rapidamente para complicações como bronquiolite e desidratação. Os pais devem observar sinais como diminuição das mamadas, chiado no peito, esforço respiratório e redução da urina. “Bebês têm reserva fisiológica menor. Qualquer alteração merece atenção”, alerta Kelly Bestene. Sinais de gravidade, como dificuldade para respirar, lábios arroxeados, convulsões ou recusa de líquidos, exigem atendimento imediato.

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Fonte: Agência de Notícias do Acre

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