O Brasil registrou um superávit de US$ 10,5 bilhões na balança comercial em abril, conforme dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira (7). O valor representa um aumento de 37,5% em comparação com o mesmo mês do ano passado.
Esse saldo positivo resultou de exportações que totalizaram US$ 34,1 bilhões e importações que somaram US$ 23,6 bilhões. As exportações de abril configuram o maior montante já registrado para o mês em toda a série histórica do MDIC. O valor corrente, que engloba a soma das movimentações de compra e venda internacionais, também atingiu seu maior patamar mensal histórico, totalizando US$ 57,8 bilhões.
No acumulado do ano até abril, o superávit da balança comercial brasileira alcançou US$ 24,8 bilhões. Este montante representa um crescimento de 43,5% em comparação com os quatro primeiros meses do ano passado, quando o saldo positivo era de US$ 17,3 bilhões.
Entre as atividades econômicas, a indústria de transformação liderou as exportações com US$ 16,4 bilhões. Em seguida, destacam-se a agropecuária, com US$ 9,2 bilhões, e a indústria extrativa, que exportou US$ 8,3 bilhões.
No que tange às importações, o setor de bens intermediários foi o principal, com compras de US$ 13,5 bilhões. Bens de consumo vieram em segundo lugar, importando US$ 4,4 bilhões, seguidos pelos bens de capital, com US$ 3,2 bilhões.
Em abril, houve variações relevantes nos destinos de exportações e origens de importações. As vendas para a China, que representaram 34% do total exportado pelo Brasil no mês, registraram um crescimento de 17% em relação ao ano anterior, com um aumento de US$ 32,5 milhões no valor. As importações de produtos chineses também subiram, com um acréscimo de US$ 20,7 milhões.
Por outro lado, o desempenho com o mercado dos Estados Unidos apresentou queda em abril. As exportações brasileiras para os norte-americanos diminuíram 14%, o que significou uma perda de US$ 11,3 milhões. No cenário das importações, o Brasil comprou US$ 18,1 milhões a menos dos EUA em comparação com o ano passado, representando uma redução de 23%.
Fonte: CNN Brasil






























