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PRESO TRABALHANDO

Presos do Acre vão trabalhar em empresas privadas com monitoramento eletrônico

Projeto-piloto do Iapen inicia com 14 detentos e busca promover dignidade e reintegração social por meio do emprego
Termo de cooperação entre Iapen e empresários do Acre possibilita a inserção de mão de obra de apenados no mercado de trabalho. Foto: Wellington Vidal/Assessoria TJAC

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O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) firmou dois termos de cooperação com empresários locais para permitir que detentos em regime semiaberto passem a trabalhar em empresas privadas, com o uso de tornozeleiras eletrônicas. A iniciativa marca o início de um projeto-piloto de ressocialização e qualificação profissional, inicialmente com 14 apenados, em fase de teste por 90 dias.

Os primeiros beneficiados irão atuar nos setores de cerâmica e cafeicultura. Quatro detentos foram designados para a indústria cerâmica, sob responsabilidade do presidente do Sindicato das Indústrias de Cerâmicas do Estado do Acre (Sindcer), Márcio Valter Agiolfi, que destacou a importância social e econômica da medida:

Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

“Estamos com necessidade de mão de obra e, ao mesmo tempo, contribuímos para a reintegração dessas pessoas, que passam a ter uma condição digna e chances reais de recomeço.”

Outros dez detentos vão atuar na agricultura, com o apoio do empresário Odair de Paula, do setor de cafeicultura. Para ele, o projeto representa mais do que oportunidade de trabalho:

“É uma forma de dar rumo a quem está sem perspectiva. Vamos qualificá-los e, quem sabe, transformar seus futuros.”

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A juíza Andrea Brito, da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas (Vepma), ressaltou que a iniciativa integra o Plano Pena Justa, política pública considerada inovadora no país.

“Apesar dos desafios, esse acordo entre o setor público e privado mostra que é possível construir alternativas de ressocialização com dignidade e responsabilidade.”

Segundo o presidente do Iapen, Marcos Frank Costa, há critérios rigorosos para participação.

“Os detentos são selecionados por uma equipe técnica, devem ter bom comportamento, não responder por crimes graves e demonstrar vontade de trabalhar.”

A expectativa é que o número de beneficiados aumente conforme os resultados forem avaliados. A experiência pode servir de modelo para novas parcerias e contribuir para a redução da reincidência criminal, além de aliviar a pressão sobre o sistema penitenciário acreano.

 

Fonte: Agência de Notícias do Estado do Acre

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