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Caos Climático

Inundações severas devastam área agrícola crucial na Argentina e milhares estão desalojados

Chuvas torrenciais castigam o norte da província de Buenos Aires, forçando evacuações em massa e gerando preocupações sobre a colheita de soja. Autoridades estimam que aproximadamente 1.450 pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas

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Fortes e persistentes inundações continuam a causar estragos no norte da província de Buenos Aires, um dos principais centros da produção agrícola argentina. Desde o último sábado (17 de maio), milhares de moradores foram forçados a deixar suas casas à medida que as águas subiam rapidamente, impulsionadas por chuvas torrenciais que não dão sinais de trégua.

O Serviço Meteorológico Nacional da Argentina, que havia emitido um alerta vermelho para a região na noite de sexta-feira (16 de maio), registrou acumulados de chuva impressionantes, variando entre 150 e 250 milímetros (6 a 10 polegadas) na área compreendida entre as cidades de Zárate e Arrecifes. A situação permanece crítica, com o órgão meteorológico alertando que as tempestades estão em um ciclo de “regeneração constante”, mantendo a previsão de mais precipitação para as próximas horas e dias.

Imagens aéreas e reportagens de emissoras de televisão locais mostram o cenário dramático, com bairros inteiros da cidade de Zárate, localizada a aproximadamente 100 quilômetros da capital Buenos Aires, completamente submersos. Moradores desesperados utilizam botes improvisados e embarcações para se locomover pelas ruas transformadas em rios, tentando salvar o que podem de seus pertences.

Um incidente particularmente preocupante envolveu um ônibus de longa distância que transportava 44 passageiros. O veículo ficou preso nas águas da enchente na importante Rota 9, nas proximidades de Zárate. “A água começou a entrar e cobriu tudo”, relatou o motorista ao canal de televisão local C5N, evidenciando a rapidez e a intensidade da elevação do nível da água. Felizmente, equipes de resgate conseguiram retirar todos os passageiros em segurança, mas o episódio serve como um alerta para os perigos enfrentados pela população.

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Na cidade de San Antonio de Areco, a situação é igualmente grave. Em um período de apenas 24 horas, foram registrados mais de 260 milímetros de chuva, um volume que o prefeito local, Francisco Ratto, descreveu como uma quantidade “raramente superada” na história da região. As autoridades locais trabalham incessantemente para prestar assistência aos desabrigados e monitorar a situação dos rios e córregos, que seguem com níveis alarmantemente altos.

A forte precipitação que atinge esta região crucial para a economia argentina, responsável por uma parcela significativa das exportações de alimentos do país, deve acarretar em novos e significativos atrasos na colheita de soja, que já estava em andamento. A Argentina se posiciona como o maior exportador mundial de farelo e óleo de soja, além de ser o terceiro maior exportador de milho e um importante player no mercado global de trigo. As inundações não apenas afetam a logística da colheita, mas também levantam sérias preocupações sobre a qualidade e a produtividade das lavouras.

Em resposta à gravidade da situação, o Presidente Javier Milei anunciou a mobilização de recursos federais para auxiliar as áreas afetadas. O governo federal está coordenando com as autoridades provinciais para fornecer assistência humanitária, incluindo alimentos, água potável e abrigo temporário para os desalojados. Além disso, Milei prometeu liberar fundos emergenciais para auxiliar na reconstrução das infraestruturas danificadas e apoiar os agricultores afetados pela perda de suas colheitas. O governo federal também anunciou que enviará equipes de engenheiros para avaliar os danos nas estruturas de contenção de rios e estudar medidas para mitigar futuras inundações.

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As autoridades provinciais e nacionais estão mobilizando recursos para atender às necessidades emergenciais da população desalojada, incluindo abrigo, alimentação e assistência médica. No entanto, a previsão de mais chuva nos próximos dias indica que a situação pode se agravar ainda mais, exigindo um esforço coordenado e contínuo para mitigar os impactos desta severa crise climática.

Fonte: Agência Reuters

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