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POLÍTICACaiado critica Desenrola, acusa Lula de gastança e defende gestão por resultados

Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência, criticou a política econômica do governo Lula, chamando-o de “gastador irresponsável”, e defendeu uma gestão focada em resultados para 2026.

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O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) teceu duras críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em entrevista ao ND Mais nesta terça-feira (5), defendendo uma gestão baseada em resultados e experiência administrativa para as eleições de 2026.

De São Paulo, o ex-governador de Goiás afirmou que governar exige mais do que “discursos e promessas”, destacando a importância da coerência e da capacidade de cumprir compromissos. Em sua visão, a gestão pública deve ser pautada por “exemplo de vida” e não apenas por retórica.

Ao abordar a economia, Caiado criticou programas federais como o Desenrola, argumentando que tais medidas não resolvem a raiz da crise de endividamento das famílias brasileiras. “Ele sabe que não tem como conter os juros porque ele é o gastador irresponsável”, disparou, referindo-se à política fiscal do governo Lula e ao aumento do endividamento no país.

O político goiano contrastou a gestão federal com seu período à frente do governo de Goiás, onde obteve alta aprovação popular. Caiado citou avanços em áreas como segurança pública, educação, programas sociais e infraestrutura como exemplos de “entregas” que resultaram na melhoria da qualidade de vida da população goiana.

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Além das questões econômicas, Caiado abordou a segurança pública, alertando para o avanço da criminalidade e a omissão de políticos em enfrentar facções criminosas. “Hoje, 60 milhões de brasileiros estão subordinados a essas facções criminosas”, afirmou, ressaltando a urgência de liderança corajosa para combater o crime organizado no país.

O pré-candidato também lamentou o declínio do Brasil no cenário internacional, que passou da oitava para a décima primeira economia global, e o atraso em comparação com China e Índia. Para ele, a falta de um líder e de políticas que estimulem o conhecimento, a pesquisa e a tecnologia transformam o Brasil em um “eterno vendedor de commodities”, sem agregar renda para a população.

Caiado ainda criticou a burocracia excessiva, que impede a realização de projetos e a liberdade dos estados. Ele condenou a reforma tributária aprovada, que, em sua análise, concentra poder em Brasília e retira autonomia de municípios e estados, transformando-os em “pedintes”. Sua proposta, caso eleito, é promover “mais Brasil e menos Brasília”, dando maior liberdade aos entes federados.

Projetando as eleições de 2026, Caiado avaliou que o presidente Lula “está batido” e que o PT não é mais uma opção viável. No entanto, alertou para a necessidade de a oposição saber governar para não “perder novamente em 2030”, citando o revés de 2022. Sua visão para a economia em um eventual governo é a de austeridade, com compromisso de não aumentar a dívida/PIB e de trabalhar para reduzi-la, inspirando-se em sua gestão de Goiás.

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Questionado sobre o melhor presidente do Brasil, Caiado apontou Juscelino Kubitschek como a maior referência, um “estadista” que, em cinco anos, realizou mudanças que “salvaram o país”, como a construção de Brasília e a interiorização do desenvolvimento.

Fonte: ND+

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