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INTERNACIONALTrump critica Starmer por políticas de energia e imigração após renúncia do premiê britânico

Presidente dos EUA afirma que ex-premiê do Reino Unido cometeu erros graves em energia e imigração, enquanto renúncia abre crise sucessória.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta segunda-feira a renúncia do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, atribuindo a queda do líder às suas próprias decisões políticas. Em declarações no Salão Oval, Trump afirmou que Starmer prejudicou gravemente sua posição com as políticas adotadas nas áreas de energia e imigração.

Trump lembrou que já havia alertado Starmer sobre os riscos de restringir a exploração de petróleo no Mar do Norte enquanto expandia fontes renováveis. Segundo o presidente americano, essa estratégia enfraqueceu a segurança energética do Reino Unido e levou o país a importar energia da Noruega, apesar de ter uma participação significativa nos recursos da região.

O presidente também apontou a imigração e a criminalidade como os dois maiores problemas que minaram a liderança de Starmer. Para Trump, essas questões tornaram o premiê vulnerável politicamente e aceleraram sua saída do cargo.

Em relação ao cenário internacional, Trump criticou a atuação de Starmer na guerra no Oriente Médio. Ele afirmou que o britânico “não era Churchill” e que o apoio tímido do Reino Unido às ações de Washington contra o Irã enfraqueceu a aliança entre os dois países. Segundo Trump, a postura britânica foi um teste para a unidade ocidental, e o Reino Unido deveria ter assumido um papel mais forte ao lado dos EUA.

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Apesar das críticas, Trump adotou um tom pessoal ameno, descrevendo Starmer como “um homem adorável” e “uma espécie de amigo”. No entanto, reiterou que as más escolhas políticas custaram caro ao agora ex-premiê.

A renúncia de Starmer foi anunciada na manhã desta segunda-feira, após crescente pressão interna de seu próprio partido. A insatisfação com sua política energética e com as dificuldades econômicas do país estavam no centro das reclamações.

Com a saída de Starmer, o Reino Unido terá um novo líder até o retorno do parlamento em setembro. O processo sucessório promete ser rápido, em meio à instabilidade política que já dura anos. Menos de dois anos após vencer as eleições com uma plataforma de mudança, Starmer reconheceu que seu partido desejava sua saída.

Em um discurso emocionado, Starmer disse que as indicações para sua substituição serão abertas em 9 de julho. Seu rival Andy Burnham, ex-prefeito, é o favorito para assumir o cargo. Starmer agradeceu aos colegas e homenageou sua família com a voz embargada.

“A pergunta que meu partido faz é se sou a pessoa certa para liderar as próximas eleições. Ouvi a resposta e a aceito”, declarou Starmer. A pressão por sua saída vinha crescendo há meses, e uma fonte revelou que ele já considerava seu futuro desde domingo, depois que a vitória de Burnham em uma eleição parlamentar no noroeste da Inglaterra levou mais trabalhistas a pedirem sua renúncia.

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A vitória de Burnham na sexta-feira elevou a pressão sobre Starmer, com dezenas de parlamentares e ministros pedindo, em privado, que ele abrisse caminho para o ex-prefeito. A relação entre os EUA e o Reino Unido também se deteriorou, com Starmer hesitando em apoiar a guerra no Irã e demorando a autorizar o uso de bases britânicas por Washington.

Starmer havia dito na sexta que disputaria a liderança do partido, mas mudou de ideia durante o fim de semana. Quem o substituir será o sétimo primeiro-ministro britânico desde o referendo do Brexit, que completa 10 anos. Essa alta rotatividade, a maior em quase dois séculos, reflete a dificuldade de manter o apoio de eleitores insatisfeitos com a falta de avanços em padrões de vida, serviços públicos e combate à imigração ilegal.

O grupo de consultoria Eurasia apontou que o melhor cenário seria Starmer anunciar a renúncia em setembro, o que lhe permitiria participar de uma cúpula com a União Europeia em julho e daria tempo a Burnham para se preparar. Keir Starmer, que assumiu em 2020, deixa o cargo em meio a uma crise política que promete novos desdobramentos.

Fonte: CNN Brasil

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