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A CORDA ESTICOU MAISTrump cita Eduardo Bolsonaro e diz que Brasil está ‘perigoso politicamente’

O ex-presidente dos EUA criticou a condenação do filho de Bolsonaro e Lula rebateu, acusando interferência eleitoral.

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O clima entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente americano Donald Trump atingiu novo patamar de tensão durante a cúpula do G7, realizada na França. A declaração de Trump ocorreu um dia após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenar Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão em regime semiaberto.

Em entrevista coletiva, Trump afirmou que o Brasil se tornou um país “um pouco conturbado” e “perigoso politicamente”. O republicano disse ter ouvido falar da prisão de alguém que estava concorrendo à presidência, referindo-se a Eduardo Bolsonaro como “Bolsonaro Jr.”, embora tenha confundido o nome com o de Flávio Bolsonaro.

Segundo Trump, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro estava indo bem nas pesquisas, mas foi preso ou há intenção de prendê-lo. A condenação de Eduardo está relacionada a sua atuação nos Estados Unidos, onde tentou articular sanções americanas contra autoridades brasileiras, o que foi interpretado pela acusação como pressão sobre ministros do STF.

Trump tratou o episódio como sinal de perseguição política no Brasil. Ao comentar as eleições brasileiras, declarou que “eles jogam duro”. Em seguida, retomou um argumento recorrente desde 2020: a alegação de que a eleição americana vencida por Joe Biden teria sido fraudada. “Ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos. Nossas eleições são totalmente manipuladas”, afirmou.

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Lula não deixou a declaração sem resposta. Em outra coletiva, o presidente brasileiro classificou a fala de Trump como tentativa de interferência no processo eleitoral do Brasil. “Ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto. Agora, não se meta nas eleições do Brasil”, disse Lula, defendendo que as eleições brasileiras são assunto interno.

O petista também fez questão de elogiar o sistema eleitoral brasileiro. Afirmou que nenhum país possui um sistema de urnas eletrônicas tão eficiente quanto o do Brasil, capaz de apresentar resultados duas horas após o término da votação. Para Lula, os Estados Unidos poderiam aprender com essa tecnologia.

A troca de farpas acontece em meio a um período de desgaste entre os dois governos. A gestão Trump já havia elevado a pressão sobre o Brasil ao classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, medida criticada pelo governo brasileiro como ingerência na soberania nacional.

Além disso, a administração americana sinalizou a possibilidade de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros, após já ter aplicado um tarifaço em 2025. No G7, Lula afirmou que não solicitou um encontro bilateral com Trump porque as negociações bilaterais já estão em andamento.

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Mesmo assim, o presidente brasileiro entregou a Trump um documento com temas como crime organizado, minerais críticos, terras raras e comércio. Sobre o comportamento do americano, Lula afirmou: “O presidente Trump fala muito e ouve pouco. Acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada para o Brasil. Ele ainda continua agindo como um imperador.”

Fonte: Brasil Paralelo Notícias

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