Tarcísio defende Bolsonaro, endossa Trump e critica STF por “julgar no lugar do povo”
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a se posicionar publicamente em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em postagem nas redes sociais nesta segunda-feira (8), Tarcísio compartilhou a declaração feita por Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, que acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de conduzir uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro.
Tarcísio endossou a fala de Trump ao afirmar que o ex-presidente “deve ser julgado exclusivamente pelo povo brasileiro”, por meio do voto — e não por decisões judiciais, que segundo ele, desrespeitam o princípio da soberania popular.
“O julgamento de um líder político deve se dar nas urnas. Nenhuma corte pode substituir a vontade do povo. Bolsonaro deve ser julgado pelos brasileiros, e não excluído da disputa eleitoral por decisões de gabinete”, escreveu Tarcísio.
A crítica direta do governador ao STF e ao TSE reacende o debate sobre os limites da atuação do Judiciário e a crescente judicialização da política, que, segundo analistas independentes, compromete o equilíbrio entre os Poderes da República.
Trump reforça apoio a Bolsonaro
A declaração compartilhada por Tarcísio foi originalmente publicada por Trump em sua rede social Truth Social. O ex-presidente norte-americano afirmou que Bolsonaro não cometeu crime algum, e sim “lutou pelo povo brasileiro”. Ele ainda comparou o cenário brasileiro ao que enfrenta nos EUA, ao alegar perseguição política por parte de seu governo adversário, Joe Biden.
“Isso é um ataque contra um oponente político — algo que conheço muito bem. Aconteceu comigo dez vezes. Agora estão fazendo com Bolsonaro”, escreveu Trump.
A manifestação do ex-presidente americano reacende também a solidariedade internacional entre líderes conservadores, que denunciam abusos de autoridade e perseguições judiciais contra opositores, usando o aparato institucional para impedir disputas eleitorais legítimas.
Tarcísio e a defesa da anistia
O governador paulista, que foi ministro da Infraestrutura durante o governo Bolsonaro, tem mantido uma postura de defesa do ex-presidente e de seus apoiadores. Ele já declarou publicamente apoio à ideia de anistiar os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, incluindo civis e militares processados por suposta tentativa de golpe.
Embora Tarcísio condene atos de vandalismo, ele tem enfatizado que houve excessos nas prisões, nas investigações e nas decisões monocráticas, que estariam ferindo garantias constitucionais.
Para o governador, é preciso separar manifestações legítimas da população — motivadas pela desconfiança no processo eleitoral — de atos criminosos individuais. E a melhor forma de resolução dos conflitos políticos seria pelo voto popular, não pelo cerceamento judicial.
Democracia, soberania e liberdade política
A fala de Tarcísio, em consonância com Trump, também traz à tona um tema central: a soberania do voto e a preservação da democracia. Enquanto o presidente Lula afirmou que o Brasil é soberano para lidar com seus próprios assuntos internos — em resposta à manifestação de Trump —, opositores destacam que a verdadeira soberania é do povo, expressa nas eleições livres e plurais.
Com Bolsonaro inelegível até 2030, sem direito de defesa em instâncias superiores independentes do STF, cresce a preocupação entre juristas e líderes conservadores sobre os precedentes autoritários que podem ser criados ao se usar o sistema de justiça para neutralizar adversários políticos.
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Com informações de Jovem Pan





























