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DISSIDÊNCIA RARA

Submissão de Bolsonaro fortalece ditadura em gestação

Fernanda Salles denuncia rendição de Bolsonaro ao STF; juristas conservadores destacam abalo à resistência democrática
Bolsonaro provou que jogaria nas quatro linhas da Constituição, mas seus algozes não estão nem aí pra isso. Foto: Reprodução Danúzio News / Adaptada Gustavo Moreno/STF

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A jornalista Fernanda Salles, do site Danúzio News, traça um retrato contundente da trajetória de Jair Bolsonaro: da promessa de renovação ao que ela descreve como “submissão quase absoluta” aos ministros do STF — uma capitulação que, segundo ela, legitima a ditadura em formação. Em sua análise, Bolsonaro falhou em resistir, entregando-se politicamente ao sistema persecutório que articulou, transformando um julgamento político em farsa institucional.

Resistir é a medida da fidelidade — e Bolsonaro não resistiu

Salles relembra o “Inquérito do Fim do Mundo”, instaurado por Dias Toffoli, como marco da judicialização da política e início de uma perseguição que transformou o Estado em algoz de seus cidadãos. Comparações são feitas com figuras que escolheram resistir até o fim — Mandela, Gandhi, Havel e Soljenítsin — enquanto Bolsonaro, segundo a jornalista, escolheu render-se ao espetáculo de seu próprio linchamento institucional.

Juristas conservadores corroboram a crítica

O movimento “Advogados de Direita Brasil”, que reúne mais de 8 mil profissionais, afirmou que acusar Bolsonaro de tentativa de golpe é uma “imputação sem meios idôneos”, conceito jurídico identificado como “crime impossível” — reforçando que o Estado está julgando um adversário político e não um réu segundo as balizas do Direito.

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Esse posicionamento ecoa a tradição jurídica conservadora, que defende a necessidade de resistência institucional nos limites legais, como proposto pelo jurista Ives Gandra Martins. Ele defende que militares devem atuar como “poder moderador” em momentos de instabilidade política, para preservar a ordem e a democracia, em um cenário radicalizado.

Olavo de Carvalho previu — e resistiu

O legado intelectual de Olavo de Carvalho, embora controverso, apresenta-se como um símbolo da resistência. Ainda em vida, Olavo previu que Bolsonaro poderia ser preso pelo STF, um cenário que agora se aproxima com a decisão de julgamento marcada para setembro.

Essa visão, mesmo solitária, sustenta a ideia de que resistência firme é condição indispensável para a sobrevivência política — justamente o oposto da postura adotada por Bolsonaro, segundo Salles.

A ditadura avança com a submissão

Fernanda Salles acerta ao expor que a rendição de Bolsonaro não enfraquece apenas sua figura política: legitima um Judiciário sem freios, um Estado que julga adversários como criminosos, e um sistema que normaliza autoritarismo. Essa capitulação não é exclusiva de sua pessoa, mas serve de lição: quem cede, colabora com o regime que o persegue.

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Para os conservadores, a resistência política não pode se limitar à reprodução das regras impostas pelo inimigo. Exigimos coragem institucional, enfrentamento dentro e fora do tribunal — porque o arbítrio só aumenta quando se cede com sorriso de conformismo.

 

Conteúdo criado por Acre Conservador.
Baseado no artigo de Fernanda Salles, Danúzio News. Complementado com posições do Movimento Advogados de Direita Brasil e do jurista Ives Gandra Martins, em alinhamento com o pensamento conservador de resistência e Estado de Direito.

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