A Procuradoria-Geral da República foi instada a se pronunciar sobre uma denúncia que relaciona o uso de verbas do filme ‘Dark Horse’, sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro, com a estadia de seu filho Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça determinou a oitiva do órgão nesta terça-feira, 30 de maio.
A notícia-crime, protocolada pelo deputado Lindbergh Farias, aponta que parte dos R$ 134 milhões negociados entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi enviada a um fundo no Texas – estado onde Eduardo reside. O advogado Paulo Calixto, próximo ao ex-deputado, figura como um dos controladores desse fundo.
O parecer da PGR subsidiará a decisão de Mendonça sobre a abertura de inquérito ou o arquivamento do caso. Inicialmente, a denúncia foi distribuída ao ministro Alexandre de Moraes, relator de investigações sobre Eduardo Bolsonaro, mas o presidente do STF, Edson Fachin, redirecionou o processo a Mendonça por entender que os fatos têm relação com as fraudes do Banco Master, já sob sua relatoria.
Em paralelo, a Polícia Federal instaurou um inquérito para verificar se houve desvio de emendas parlamentares para entidades vinculadas à produção do filme. O ministro Flávio Dino, do STF, é o relator desse procedimento, que corre em sigilo grau 3 – restrito apenas ao magistrado e às partes envolvidas.
O caso ganhou repercussão após gravações divulgadas pelo Intercept Brasil em maio, nas quais Flávio Bolsonaro solicitava recursos a Vorcaro para custear o documentário. A transferência de valores para o exterior é um dos focos da apuração.
A investigação relacionada a emendas parlamentares foi aberta a pedido da deputada Tabata Amaral, que suspeita que R$ 2 milhões destinados por Mário Frias a uma ONG de Karina Ferreira da Gama – dona da produtora do filme – tenham beneficiado a produção. A justificativa oficial das emendas era o financiamento de projetos sociais.
O diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, confirmou em coletiva na quarta-feira, 1º de junho, que o inquérito foi autorizado pelo STF na última sexta-feira, dia 26. As investigações correm em paralelo e buscam esclarecer a origem e o destino dos recursos envolvidos.
Fonte: Jovem Pan




























